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Sindicato ameaça pedir bloqueio de ônibus na Justiça após paralisação de linhas pela Ricco

O Sindicato dos Trabalhadores do Transporte de Passageiros e Cargas do Acre (SINTTPAC) criticou a forma como a empresa Ricco Transportes anunciou a paralisação de 31 linhas de ônibus em Rio Branco. A entidade afirma que não foi comunicada oficialmente e que tomou conhecimento da suspensão apenas pelas redes sociais. Diante da falta de diálogo, o sindicato ameaça recorrer à Justiça para pedir o bloqueio dos veículos. A paralisação, motivada por suposto desequilíbrio financeiro, já está em vigor desde este sábado (14).
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De acordo com ele, caso cada ente federativo contribuísse com os custos relacionados aos seus beneficiários | Foto: ContilNet

A paralisação unilateral de 31 linhas de ônibus em Rio Branco, anunciada pela empresa Ricco Transportes na noite de sexta-feira (13), gerou uma forte reação do Sindicato dos Trabalhadores do Transporte de Passageiros e Cargas do Estado do Acre (SINTTPAC). A entidade, que representa os motoristas, ameaça recorrer à Justiça para pedir o bloqueio dos veículos caso não haja diálogo com a empresa.

Falta de comunicação

O presidente do SINTTPAC, Antônio Neto, afirmou em entrevista que a categoria foi pega de surpresa pela decisão. “A gente tomou conhecimento da paralisação pelas redes sociais. Não houve qualquer comunicação formal à categoria”, declarou. Segundo ele, o sindicato tentou contato direto com a direção da Ricco, chegando a ir até a sede da empresa, mas não obteve retorno. “A gente já está com o nosso jurista e vamos aguardar até o final da tarde para ver se a empresa chama para alguma conversa. Caso não tenha acordo, vamos buscar judicialmente o direito do trabalhador, inclusive pedindo o bloqueio dos carros”, ameaçou Neto.

Crise no transporte

A Ricco Transportes justificou a suspensão dos serviços, que entrou em vigor neste sábado (14), alegando um desequilíbrio econômico-financeiro que estaria impactando a operação. A paralisação afeta itinerários que atendem bairros como Santa Inês, Belo Jardim, Floresta, Panorama, Irineu Serra, Apolônio Sales e regiões da Transacreana. A empresa orientou os usuários a verificarem as linhas afetadas, mas não informou sobre negociações com o poder público ou com os trabalhadores. O impasse entre o SINTTPAC e a Ricco ameaça aprofundar ainda mais a crise no transporte público da capital, deixando milhares de usuários desassistidos e os trabalhadores em situação de incerteza.

Fonte: ContilNet Notícias

Redigido por Acre Atual

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