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Samu e Ciopaer resgatam de helicóptero criança picada por cobra em comunidade isolada no Juruá

Menino de 8 anos foi salvo após acionamento de resgate aéreo. Viagem de barco levaria 9 horas, mas foi feita em 22 minutos.
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CZS Acre
Imagem: Internet

A agilidade do resgate aéreo fez a diferença entre a vida e a morte para uma criança de 8 anos na região do Juruá, no Acre. Nesta sexta-feira (27), equipes do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) e do Serviço Móvel de Urgência (Samu) foram acionadas para socorrer um menino picado por uma cobra venenosa na comunidade Cachoeiro do Açaí, localizada no rio Juruá Mirim, em Cruzeiro do Sul. A operação em que o Samu e Ciopaer resgatam criança picada de cobra em área de difícil acesso mostra a importância do serviço aeromédico.

O Resgate Aéreo e a Agilidade do Atendimento

O enfermeiro Iago, do Samu, relatou que o chamado foi recebido por volta das 8h da manhã. A equipe constatou rapidamente que o translado da vítima por barco, o único meio de transporte disponível na região, levaria cerca de 9 a 10 horas, um tempo completamente inviável para um caso de acidente ofídico. Foi então que acionaram o apoio do Ciopaer.

De helicóptero, a distância de aproximadamente 42 milhas foi percorrida em apenas 22 minutos. Ao chegar no local, a equipe encontrou a criança deitada em uma rede, com a picada no pé e já apresentando sintomas graves. “Ele estava bem demaciado, com sinais fogísticos já. Nós fizemos acesso, fizemos medicação, e trouxemos o paciente para o Hospital do Juruá em cerca de 20 a 25 minutos de tempo-resposta”, contou o enfermeiro. A rapidez foi crucial para salvar a vida do menino.

Nova Ocorrência e Preparação das Equipes

O coordenador do Ciopaer, coronel Albuquerque, destacou que os acidentes com cobras estão comuns nesta época do ano e que as equipes estão em alerta. Enquanto atendiam a ocorrência no Juruá Mirim, já receberam um novo chamado para um resgate na fronteira com o Amazonas, onde um homem foi picado por uma jararaca há dois dias e está em local de difícil acesso.

Nesse novo caso, a equipe aguarda a abertura de uma clareira na mata para que o helicóptero possa pousar e realizar o resgate. A situação não é um caso isolado, mas sim uma rotina de desafios para salvar vidas na vastidão da Amazônia. A integração entre as equipes de terra e ar é fundamental para levar esperança e atendimento rápido a quem vive nos locais mais remotos.

Fonte: Ac24horas

Redigido por Acre Atual

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