A capital acreana iniciou 2026 liderando o ranking da inflação no país. Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que Rio Branco registrou a maior variação do IPCA em janeiro, com alta de 0,81% — mais que o dobro da média nacional, que ficou em 0,33%.
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) é o principal indicador da inflação oficial do Brasil e mede a variação de preços para famílias com renda entre 1 e 40 salários mínimos.
Acumulado em 12 meses
No acumulado dos últimos 12 meses, a inflação em Rio Branco atingiu 4,47%, ligeiramente acima da média brasileira, que fechou em 4,44%.
Apesar da diferença ser pequena no acumulado anual, o resultado mensal colocou a capital do Acre no topo entre todas as regiões pesquisadas.
Energia elétrica puxou alta na capital
Segundo o IBGE, o principal impacto sobre os preços em Rio Branco veio da energia elétrica residencial, que subiu 5,34% no mês.
O aumento está relacionado ao reajuste tarifário de 10,48% aplicado em dezembro de 2025, que continuou refletindo nos índices de janeiro.
Enquanto no cenário nacional o grupo Habitação apresentou leve queda (-0,11%), influenciado pela redução média na conta de luz em outras regiões, em Rio Branco o efeito foi contrário.
Além da energia, os artigos de higiene pessoal também tiveram aumento relevante (1,75%), pressionando o orçamento das famílias logo no início do ano.
Transporte também impactou os preços
No Brasil, o grupo Transportes foi o principal responsável pela inflação de janeiro, com alta de 0,60%, impulsionada pelo aumento de 2,06% na gasolina.
Em Rio Branco, além dos combustíveis, o reajuste na tarifa de táxi chamou atenção: o serviço registrou alta de 28,49%, em vigor desde 22 de dezembro de 2025, contribuindo para elevar os custos da mobilidade urbana na capital.
INPC também foi o maior do país
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a inflação para famílias com renda de 1 a 5 salários mínimos, também teve sua maior variação em Rio Branco.
INPC em Rio Branco: 0,76%
Média nacional: 0,39%
No acumulado de 12 meses, o índice na capital ficou em 4,16%, enquanto o resultado nacional foi de 4,30%.
Assim como no IPCA, os principais vilões foram a energia elétrica (5,34%) e os artigos de higiene pessoal (1,78%).
Comparação com outras capitais
Entre as regiões analisadas pelo IBGE:
Maior IPCA em janeiro: Rio Branco (0,81%)
Menor IPCA: Belém (0,16%)
Menor INPC: Recife (0,17%)
A coleta de preços foi realizada entre 30 de dezembro de 2025 e 29 de janeiro de 2026.
Impacto para o consumidor acreano
O resultado reforça um cenário de maior pressão sobre o custo de vida no Acre, especialmente no início do ano, período em que muitas famílias já enfrentam despesas como material escolar, impostos e reajustes tarifários.
Com a energia elétrica e o transporte pesando no orçamento, especialistas recomendam atenção redobrada ao planejamento financeiro nos próximos meses.
Fonte: ac24horas







