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Relator da CPMI pede apuração de vínculos entre ministros do STF e Banco Master

O relator da CPMI do INSS, deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), apresentou relatório final nesta sexta-feira (27) sugerindo que a Polícia Federal (PF) e o Ministério Público Federal (MPF) investiguem as relações do Banco Master com os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Gaspar também pediu que o Senado avalie se houve crime de responsabilidade no envolvimento dos magistrados com a instituição financeira. O relatório menciona contratos entre o escritório da esposa de Moraes e o banco, além de negócios envolvendo empresa da família de Toffoli.
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CPMI INSS
Reprodução/TV Senado

O relator da CPMI do INSS, deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), apresentou nesta sexta-feira (27) um relatório final que pede a investigação aprofundada das relações entre o Banco Master e ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Gaspar sugeriu que a Polícia Federal (PF) e o Ministério Público Federal (MPF) apurem possíveis vínculos dos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes com a instituição financeira e seu controlador, Daniel Vorcaro.

Relações com ministros do STF

No relatório, Gaspar afirma que as investigações do colegiado “trouxeram à tona elementos indicativos de relações entre integrantes e familiares de membros do Supremo Tribunal Federal e o Banco Master”. No caso de Dias Toffoli, a relação envolve uma empresa da família do ministro que vendeu participações no resort Tayayá, no Paraná, para fundos ligados ao Master. Toffoli deixou a relatoria de investigações envolvendo o banco no STF após a divulgação de que seu nome aparecia em dados extraídos do celular de Vorcaro. O ministro negou qualquer vínculo e afirmou que sua empresa se retirou do negócio em fevereiro de 2025.

Escritório da esposa de Moraes

Em relação a Alexandre de Moraes, o relatório menciona um contrato de prestação de serviços jurídicos entre o Banco Master e o escritório da esposa do ministro, a advogada Viviane Barci, que durou de fevereiro de 2024 a novembro de 2025. Gaspar defende que a PF e o MPF analisem se essa relação configura o crime de tráfico de influência, “rendo em vista a posição do ministro como integrante ativo do Supremo Tribunal Federal e a sujeição da instituição contratante à regulação e à jurisdição do Tribunal”. O relator também pediu investigações sobre contratos do filho do ex-ministro Ricardo Lewandowski com o Banco Master.

Fonte: Metrópoles

Redigido por Acre Atual

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