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Relator da CPMI do INSS pede prisão preventiva de Lulinha, filho do presidente Lula

O relatório final da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga as fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), apresentado nesta sexta-feira (27) pelo deputado Alfredo Gaspar (União Brasil-AP), pede a prisão preventiva de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O relator alega "indícios concretos de evasão do distrito da culpa", citando que Lulinha teria deixado o país com destino à Espanha no momento da deflagração da Operação Sem Desconto da Polícia Federal. Lulinha foi indiciado por organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção passiva e tráfico de influência.
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Lulinha
Foto: Reprodução

O relatório final da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI do INSS), que investiga as fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social, foi apresentado nesta sexta-feira (27) pelo relator, deputado Alfredo Gaspar (União Brasil-AP). O documento contém um pedido contundente: a prisão preventiva de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Fundamentação do pedido

No trecho do relatório, Gaspar solicita que a Advocacia do Senado represente às autoridades judiciárias pela decretação da prisão preventiva de Lulinha “em razão de indícios concretos de evasão do distrito da culpa que comprometem a aplicação da lei penal”. O parlamentar cita que o filho do presidente teria deixado o território nacional com destino à Espanha no momento preciso da deflagração da Operação Sem Desconto, da Polícia Federal, em 23 de abril de 2025. “A saída do país no momento preciso da deflagração da operação ostensiva, associada ao conjunto probatório descrito, configura fundado receio de que o indiciado busque subtrair-se à incidência da lei penal”, afirma o texto.

Acusações e contexto

Lulinha está entre os 216 nomes listados no pedido de indiciamentos de Gaspar. Ele foi indiciado por uma série de crimes, incluindo organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção passiva e tráfico de influência. O relator afirma que Lulinha não era um “mero conhecido” do lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, mas teria atuado como facilitador de acesso e possível sócio oculto. A CPMI do INSS foi criada após uma série de reportagens do Metrópoles que revelaram fraudes nas filiações de aposentados, que levaram à abertura de inquérito pela PF e à demissão do então ministro da Previdência, Carlos Lupi.

Fonte: Metrópoles

Redigido por Acre Atual

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