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Receituário médico eletrônico no Acre pode ganhar novos critérios com projeto de lei

Um projeto de lei apresentado na Assembleia Legislativa propõe novos critérios para emissão de receituário médico eletrônico no Acre, incluindo exigências técnicas, regras de transição e uso em situações de emergência.
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Reprodução Internet
Reprodução: Internet

O receituário médico eletrônico no Acre pode passar por mudanças significativas com a apresentação de um projeto de lei na Assembleia Legislativa do Estado (Aleac). A proposta estabelece critérios para a emissão digital de receitas médicas e prevê a transição gradual do modelo em papel para o formato eletrônico.

De autoria do deputado André Vale, o projeto foi protocolado nesta terça-feira (17) e busca modernizar os processos relacionados à prescrição de medicamentos no estado, alinhando o Acre às tendências de digitalização dos serviços de saúde.

Regras definem emissão e validação das receitas

De acordo com o texto da proposta, o receituário deverá ser redigido em português, de forma legível e com o uso da nomenclatura oficial. Além disso, será obrigatória a inclusão de informações como data da emissão, assinatura do profissional de saúde, endereço do consultório e número de registro no conselho profissional.

O projeto também determina que a emissão eletrônica deve diferenciar receitas destinadas ao uso humano e veterinário, garantindo maior controle e segurança na prescrição de medicamentos.

Uso de papel será permitido em situações específicas

Apesar da proposta de digitalização, o texto prevê exceções para casos emergenciais. Nessas situações, o receituário poderá ser emitido em papel, inclusive fora dos modelos oficiais, especialmente quando houver falhas no sistema, falta de energia elétrica ou outras condições adversas.

Nesses casos, o profissional deverá justificar a emissão manual de forma simplificada no verso do documento, assegurando transparência no processo.

Prazo para implantação do sistema eletrônico

A proposta estabelece que o Governo do Estado terá um prazo máximo de 18 meses para regulamentar e priorizar o uso do receituário eletrônico nas unidades de saúde públicas.

Durante esse período, serão necessárias adaptações nos sistemas de informática utilizados pelas unidades de saúde, garantindo a integração com plataformas nacionais de controle e monitoramento.

Projeto busca mais segurança e eficiência

Segundo a justificativa apresentada, a adoção do receituário médico eletrônico no Acre pode reduzir riscos como extravio, falsificação e uso indevido de receitas médicas. Além disso, a digitalização tende a melhorar o fluxo de informações entre profissionais de saúde, pacientes e farmácias.

Outro ponto destacado é a facilidade de armazenamento e acesso às receitas, especialmente para pacientes que realizam tratamentos contínuos ou utilizam múltiplos medicamentos.

Digitalização acompanha avanço da saúde no país

A proposta também acompanha o movimento de modernização dos serviços de saúde no Brasil, intensificado após a pandemia de covid-19, quando soluções digitais passaram a ser amplamente adotadas em diferentes áreas do atendimento médico.

Para os autores do projeto, a implementação do receituário eletrônico pode trazer benefícios tanto para os profissionais quanto para os pacientes, contribuindo para maior eficiência, segurança e sustentabilidade no sistema de saúde.

Fonte: AC24Horas

Redigido por Acre Atual

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