SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Maior medalhista olímpica da história do Brasil, com seis pódios, a ginasta Rebeca Andrade voltou nesta segunda-feira (19) a competir no Mundial de Ginástica Artística que acontece em Roterdã, na Holanda. Foi sua primeira grande competição internacional desde os Jogos de Paris.
Retornando ao Mundial depois de optar por ficar de fora da edição de 2025 realizada em Jacarta, na Indonésia –para se preservar física e mentalmente-, a guarulhense de 27 anos foi escalada para participar das provas de salto e trave.
No salto, Rebeca conseguiu a melhor nota brasileira das classificatórias, com um movimento conhecido como “Duplo Twist Yurchenko” que lhe rendeu a pontuação de 14,400. Ela ainda fez um segundo salto, em que tirou 14,266, a segunda melhor nota do conjunto brasileiro, encaminhando vaga na final.
Na trave, ela acabou sofrendo uma queda durante uma acrobacia, e ficou com uma pontuaçã de 13,033. A melhor nota do Brasil na fase classificatória foi de Flávia Saraiva, que conseguiu 14,400 e também deve estar na final do aparelho.
As finais do salto estão previstas para acontecer no sábado (24), enquanto as da trave acontecem no domingo (25).
Ao longo de três participações no Mundial -Japão (2021), Inglaterra (2022) e Bélgica (2023)-, Rebeca soma nove medalhas: três de ouro (duas no salto e uma no individual geral); quatro de prata (barras assimétricas, solo, individual geral e por equipes); e duas de bronze (solo e trave).
Em agosto de 2025, a ginasta anunciou que não competiria mais em provas de solo. A atleta disse na ocasião que a decisão foi motivada por dores e pela necessidade de preservar a saúde após uma série de cirurgias no joelho.
“O solo é o aparelho que mais causa impacto. Sou uma atleta de 26 anos, com histórico de cinco cirurgias no joelho. Quando a gente entende nossos limites, é muito importante respeitá-los”, afirmou. “Sei que vocês amam quando faço solo, mas ainda posso mostrar muito nos outros aparelhos.”
Em junho de 2026, ela voltou às competições após uma pausa de cerca de dois anos ausente de disputas oficiais, quando ficou com o ouro na prova do salto no Pan-Americano de Ginástica Artística, no Rio de Janeiro.
O hiato relativamente longo, segundo a ginasta, foi para poder se recuperar adequadamente e ter condições de chegar em boa forma aos Jogos de 2028, em Los Angeles.
Em setembro, ela ficou com a prata na trave, na etapa da Hungria da Copa do Mundo. O Brasil fez a dobradinha na disputa, com o ouro ficando com a carioca Flávia Saraiva.
Com informações da Notícias ao Minuto







