Um dado alarmante sobre a eficiência do Poder Judiciário no estado veio à tona neste 1º de maio de 2026. Segundo o painel de estatísticas DataJud, mantido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a Justiça acreana apresenta uma média de quase mil dias (aproximadamente 2,7 anos) para concluir a tramitação de processos judiciais. O índice coloca o Acre em uma posição desconfortável no ranking de celeridade, evidenciando gargalos estruturais que afetam diretamente o cidadão à espera de uma sentença.
Os números refletem o tempo decorrido desde o protocolo da ação até a sua “baixa definitiva” — momento em que o processo é arquivado após a decisão final. Embora o Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) venha investindo na digitalização e em sistemas de inteligência artificial, o acúmulo de processos antigos e a falta de servidores em comarcas estratégicas do interior continuam puxando a média de tempo para cima.
O Peso da Espera: Números que Preocupam
Para especialistas, o “prazo de mil dias” é um desestímulo para o empreendedorismo e uma punição para as vítimas de injustiças. A demora na conclusão de processos gera um efeito de insegurança jurídica, onde o direito, mesmo quando reconhecido, chega tão tarde que muitas vezes já não consegue reparar o dano causado.
A visão do Acre Atual: A “Fila do Pão” do Judiciário
Ver esses números do DataJud neste 1º de maio de 2026 é um banho de água fria em quem acredita na eficiência das nossas instituições. No Acre Atual, avaliamos que mil dias é uma eternidade para quem espera uma pensão alimentícia, uma indenização ou a resolução de um conflito de terras. O TJAC adora falar em modernização e selos de qualidade do CNJ, mas o que o cidadão lá na ponta sente é o peso do papel — ou melhor, do arquivo digital parado na “nuvem” de algum gabinete. Gastar quase três anos para dizer quem tem razão é quase o tempo de uma graduação universitária completa. O Acre não pode ser o estado onde o processo entra novo e sai “velho de guerra”. Precisamos de menos medalhas institucionais e mais sentenças rápidas. O povo não quer saber de métrica bonita, quer o martelo batido em tempo hábil.
Fonte: ac24horas / CNJ (DataJud)
Redigido por Acre Atual







