A estratégia do Irã de estrangular o mercado mundial de energia, ao fechar o Estreito de Ormuz, forçou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a fazer um pedido inédito e humilhante a seus aliados: que enviem navios de guerra para ajudar a reabrir a passagem. O apelo, no entanto, foi recebido com uma enxurrada de recusas por parte dos países europeus, gerando uma nova crise diplomática na aliança ocidental.
Pedido e ameaça
No último sábado (14), Trump fez um chamado global, citando nominalmente China, França, Japão e Coreia do Sul como nações das quais esperava suporte. Em seguida, dirigiu-se diretamente à Otan, afirmando que a aliança militar poderia ter um “futuro muito ruim” se não atendesse ao seu pedido. “Se não houver resposta ou se for uma resposta negativa, acho que será muito ruim para o futuro da Otan”, declarou ao Financial Times. A exigência ocorre num momento em que o preço do petróleo disparou, ultrapassando os US$ 100 o barril, devido ao bloqueio do estreito por onde transita 20% do comércio mundial da commodity.
Resposta negativa da Europa
A reação europeia foi rápida e frustrante para a Casa Branca. Após uma reunião do Conselho de Relações Exteriores da União Europeia, a chefe da diplomacia do bloco, Kaja Kallas, foi categórica. “Esta não é uma guerra da Europa, esta é uma situação regional. Ninguém quer entrar ativamente nesta guerra”, declarou. Antes mesmo da reunião, governos como os da Alemanha, Itália, Espanha e Grécia já haviam se recusado publicamente a aderir à missão. O porta-voz do governo alemão, Stefan Kornelius, afirmou que “não existe mandato para mobilizar a Otan” na situação atual. O Reino Unido se mostrou indeciso, enquanto Trump, decepcionado, desabafou: “Durante 40 anos estamos protegendo eles, e agora eles não querem se envolver em algo que é muito menor?”.
Fonte: Metrópoles
Redigido por Acre Atual







