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Presidente do México afirma que “não há risco” para a Copa do Mundo no país após onda de violência

Claudia Sheinbaum garante que há “todas as garantias” para a realização dos jogos em Guadalajara, Monterrey e Cidade do México. Declaração ocorre após morte de líder do cartel Jalisco gerar ataques. México sediará 13 partidas do torneio em 2026.
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Estádio Akron
Estádio Akron, em Guadalajara, vai receber quatro jogos da Copa do Mundo de 2026 • Divulgação/Fifa

A poucos meses do início da Copa do Mundo de 2026, que será realizada em três países da América do Norte, a segurança no México se tornou uma preocupação global. Após a morte do líder do Cartel Jalisco Nueva Generación, “El Mencho”, desencadear uma onda de violência em vários estados, a presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, foi às ruas para acalmar os ânimos e garantir a integridade do torneio. Em coletiva nesta terça-feira (24), a presidente do México diz que não há risco para a Copa do Mundo no país e que a situação está sob controle.

Garantias para o Torneio

Questionada diretamente sobre a segurança dos turistas que virão assistir às 13 partidas que serão realizadas no México — nos estádios da Cidade do México, Monterrey e Guadalajara —, Sheinbaum foi categórica. “Não há risco”, afirmou, assegurando que há “todas as garantias” para a realização do evento. A capital do estado de Jalisco, Guadalajara, que é justamente uma das subsedes, foi um dos epicentros da violência após a operação que resultou na morte de Nemesio Oseguera Cervantes, o “El Mencho”.

A declaração da presidente do México que diz que não há risco para a Copa do Mundo visa tranquilizar federações, delegações e os milhões de torcedores que devem viajar ao país. Sheinbaum reconheceu que novos bloqueios surgiram durante a madrugada, mas ressaltou que as forças de segurança federais e estaduais estão trabalhando incansavelmente para restabelecer a ordem e garantir a normalidade.

A Estratégia de Segurança e a Paz

A presidente mexicana, que deu continuidade em grande parte à política de seu antecessor, Andrés Manuel López Obrador, conhecida como “abraços, não balas”, foi questionada se a morte do líder do cartel representaria uma ruptura com essa estratégia de combate às causas estruturais da violência. Sheinbaum negou que isso acontecerá. “A detenção de um suposto criminoso com mandado de prisão pode gerar esse tipo de circunstância, mas buscamos a paz, não a guerra”, declarou.

Ao afirmar, Sheinbaum tenta separar a ação pontual de segurança, que resultou na baixa de um criminoso de alta periculosidade, do contexto geral de violência urbana que o país enfrenta. O governo mexicano aposta que, nos próximos meses, as operações de inteligência e a presença de forças de segurança serão suficientes para conter as retaliações dos cartéis e garantir que os holofotes do mundo estejam voltados apenas para o futebol e a celebração do esporte.

Fonte: CNN Brasil

Redigido por Acre Atual

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