Um dos maiores desafios da administração pública municipal no Acre, que se arrasta por décadas, começou a ganhar contornos de solução. Nesta sexta-feira (27), o prefeito de Rio Branco e presidente da Associação dos Municípios do Acre (Amac), Tião Bocalom, reuniu os 22 prefeitos acreanos para discutir um problema comum a todos: a destinação adequada dos resíduos sólidos. O encontro marcou um avanço concreto, com a união dos gestores para superar esse gargalo histórico. A pauta central foi que os prefeitos dos 22 municípios do Acre discutem solução para resíduos sólidos por meio de um consórcio intermunicipal.
Avanços e Apoio Técnico
Durante a reunião, os gestores acompanharam a prestação de contas da Amac e debateram as alternativas para cumprir as exigências da Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei nº 12.305). O diretor executivo do Consórcio Intermunicipal de Resíduos Sólidos do Acre, Emerson Leão, destacou os progressos alcançados desde a criação da entidade, há quase três anos. “Estamos avançando de forma significativa. O consórcio cresceu muito nesses quase três anos e hoje já contamos com apoio técnico especializado, inclusive com a contratação de geólogo para dar suporte aos municípios, além da parceria com a AMAC e o governo estadual”, explicou Leão.
Ele também alertou sobre a necessidade de sustentabilidade do sistema. “A Lei nº 12.305 é clara ao estabelecer que todos os geradores devem contribuir com a taxa de resíduos, garantindo a sustentabilidade do sistema e evitando penalidades aos gestores”, afirmou.
Financiamento e Solução Definitiva
O prefeito Tião Bocalom destacou que a união dos municípios é o caminho para resolver um problema que nenhuma cidade, sozinha, conseguiria equacionar. “Esse é um problema que se arrasta há mais de 30 anos e que nenhum município, sozinho, tem condições de resolver. Agora, com o apoio do governo e a estruturação do projeto pelo BNDES, tenho certeza de que vamos dar uma solução definitiva e livrar nossos prefeitos desse passivo histórico”, afirmou.
O prefeito de Porto Acre, Máximo Antônio de Souza, que formalizou sua adesão ao consórcio, ressaltou a importância da iniciativa. “Quem ganha é o meio ambiente e, principalmente, a população. Estamos tratando de um problema que envolve lixo, saneamento e saúde pública. Com o financiamento para os estudos e a definição do modelo de gestão, vamos conseguir dar uma resposta efetiva à sociedade e atender às exigências dos órgãos de controle”, declarou. O encontro, representa um marco na busca por um futuro mais sustentável e saudável para todos os acreanos.
Fonte: Ac24horas
Redigido por Acre Atual







