Os preços do petróleo e do gás natural dispararam nos mercados globais nesta quinta-feira (19), refletindo uma perigosa escalada da guerra no Oriente Médio. Após uma série de ataques a refinarias e campos energéticos, o barril do tipo Brent, referência internacional, chegou a superar a marca de US$ 118 na máxima do dia, por volta das 6h30. O preço recuou ligeiramente, mas ainda opera em patamares elevados, entre US$ 113 e US$ 115.
Ataques e retaliações
A nova onda de alta foi desencadeada por bombardeios israelenses na quarta-feira (18) contra o campo de gás de South Pars, no Irã, a maior instalação do gênero no mundo. Em retaliação, o Irã atingiu o complexo de Ras Laffan, no Catar, o maior centro de produção de gás natural liquefeito (GNL) do planeta, causando “danos consideráveis”. Drones iranianos também atingiram refinarias na Arábia Saudita e no Kuwait, e uma instalação em Abu Dhabi. O Catar lamentou que os ataques “ultrapassaram todos os limites ao visar civis e instalações civis e vitais”.
Impacto global e ameaças
Na Europa, os preços do gás atingiram recordes, com alta de 24% no atacado holandês. O Egito já anunciou racionamento energético. Em resposta à escalada, o presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou destruir “todo o campo de gás de South Pars” se o Irã voltar a atacar o Catar, aprofundando a retórica belicista. A crise no fornecimento de energia, somada ao fechamento do Estreito de Ormuz, joga ainda mais incerteza sobre a economia global e os preços dos combustíveis.
Fonte: Metrópoles
Redigido por Acre Atual







