Completar a maioridade costuma ser sinônimo de autonomia e consolidação, mas para os policiais penais do Acre, os 18 anos da categoria vêm acompanhados de um misto de orgulho pelas conquistas históricas e urgência por mudanças estruturais. Celebrado oficialmente em 29 de setembro — data instituída no estado pela Lei Ordinária nº 4.296/2023 —, o Dia Estadual do Policial Penal coloca em evidência a relevância de profissionais essenciais para a segurança pública e para a estabilidade do sistema penitenciário acreano.
A trajetória até aqui foi marcada por muita perseverança. A categoria, que por anos lutou incansavelmente para alcançar a ascensão ao status de polícia, viu nos últimos anos a regulamentação da carreira e a transição definitiva para a Polícia Penal se consolidarem. Essa transformação representou um marco fundamental no reconhecimento institucional desses agentes, que lidam diariamente com a linha de frente da segurança pública em um dos ambientes mais complexos do Estado.
No entanto, ao celebrar sua maioridade, a classe não silencia diante das mazelas que ainda precisam ser sanadas pelo poder público. Entre os principais gargalos enfrentados nas unidades prisionais acreanas estão a crônica falta de efetivo, a superlotação nos presídios e os salários defasados, problemas que sobrecarregam cotidianamente o trabalho dos servidores e impactam diretamente a segurança de todo o sistema.
O cenário ganha contornos ainda mais decisivos em pleno ano eleitoral. Diante do debate político e da corrida ao governo, o topo da lista de reivindicações entregue pelos policiais penais aos candidatos traz pautas vitais para o futuro da instituição:
- Criação do Departamento de Polícia Penal, garantindo autonomia administrativa e operacional;
- Desbloqueio da titulação, valorizando a qualificação profissional dos servidores;
- Aprovação do PCCR (Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração), uma demanda histórica que assegura dignidade financeira e perspectiva de crescimento na carreira.

Neste 29 de setembro, mais do que festejar o presente, a data funciona como um chamado à responsabilidade dos gestores públicos. Os policiais penais do Acre reafirmam diariamente seu compromisso intransigente com a sociedade, exigindo que o reconhecimento legal conquistado venha acompanhado de estrutura, respeito e valorização real para quem mantém a ordem onde poucos conseguem atuar.
Conteúdo Original / Fonte: Ascom
Com informações da ContilNet







