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Polícia Civil do Acre cria coordenadoria estratégica para proteção de grupos vulnerabilizados

Portaria nº 119 institui a CPGV, unidade focada no atendimento humanizado e investigação de crimes contra mulheres, crianças, idosos, LGBTQIA+ e outros segmentos. Órgão vai padronizar protocolos e articular com a rede de proteção.
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Foto: Internet

A Polícia Civil do Acre deu um passo significativo para aprimorar o atendimento e a investigação de crimes que atingem as parcelas mais sensíveis da sociedade. Por meio da Portaria nº 119, assinada pelo delegado-geral José Henrique Maciel Ferreira, foi instituída oficialmente nesta quinta-feira (26) a Coordenadoria de Proteção a Grupos Vulnerabilizados (CPGV).

Objetivos e Atribuições da CPGV

A nova coordenadoria, que integra a estrutura da Assessoria Especial do Delegado-Geral, terá um papel central no planejamento, coordenação e supervisão de todas as ações voltadas ao atendimento especializado de vítimas em situação de vulnerabilidade. O foco principal será a padronização do atendimento e o fortalecimento das investigações de crimes praticados contra uma ampla gama de grupos, incluindo mulheres, crianças, adolescentes, idosos, pessoas com deficiência, população LGBTQIA+ e outros segmentos considerados vulneráveis.

De acordo com a portaria, a CPGV será responsável por elaborar e implementar protocolos de atendimento humanizado em todas as unidades policiais do estado, do interior à capital. Isso significa que uma vítima de violência, independentemente de onde esteja, deverá receber um acolhimento padronizado e respeitoso. A coordenadoria também monitorará o fluxo das investigações e acompanhará operações de enfrentamento a crimes contra esses grupos, buscando maior eficiência e celeridade.

Articulação e Capacitação

Outro ponto fundamental da nova estrutura é a articulação institucional. A CPGV deverá promover e fortalecer a integração com órgãos como o Ministério Público, o Poder Judiciário, a Defensoria Pública, a Secretaria de Estado da Mulher (Semulher), a Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) e demais entidades que compõem a rede de proteção. O objetivo é garantir uma resposta coordenada e eficaz, evitando a revitimização.

A coordenadoria também terá a missão de fomentar a capacitação contínua de delegados, investigadores, peritos e demais servidores em temas ligados aos direitos humanos e ao atendimento especializado. Além disso, fará o monitoramento de dados estatísticos sobre a violência contra grupos vulnerabilizados, produzindo informações essenciais para subsidiar políticas públicas na área de segurança. As delegacias especializadas já existentes (como as Delegacias da Mulher) e as unidades do interior ficarão sob a supervisão técnica e metodológica da CPGV. Com a criação deste órgão, a Polícia Civil dá um importante passo para tornar a segurança pública mais inclusiva e eficiente para todos.

Fonte: Ac24horas

Redigido por Acre Atual

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