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Petróleo recua após ultrapassar US$ 106 com guerra no radar, mas cenário global ainda preocupa

O preço do petróleo apresentou uma sessão de alívio nesta segunda-feira (16), recuando após ter atingido a marca de US$ 106 mais cedo. Por volta das 13h20, o barril do tipo Brent era negociado a US$ 101, queda de 1,25%, enquanto o WTI recuava 2,50%, para US$ 94. A trégua nos preços ocorre em meio a declarações do secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, sinalizando que a passagem de alguns navios pelo Estreito de Ormuz pode ser permitida. No entanto, a interrupção no fornecimento causada pela guerra, com a retirada de cerca de 20 milhões de barris diários do mercado, mantém a pressão inflacionária global. A Agência Internacional de Energia (IEA) liberou 400 milhões de barris de reservas, mas o volume seria suficiente para apenas 26 dias de bloqueio.
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Petróleo
Foto: Internet

Os mercados globais de energia tiveram um dia de relativa trégua nesta segunda-feira (16). Após atingir a marca de US$ 106 mais cedo, o preço do petróleo recuou, aliviando, por ora, as tensões inflacionárias. Por volta das 13h20, o barril do tipo Brent, referência internacional, era negociado a US$ 101, uma queda de 1,25%. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência americana, caiu 2,50%, para US$ 94 o barril.

Sinais de alívio e ameaça persistente

A leve recuperação nos preços foi influenciada por declarações do secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, que indicou que Washington “não vê problema” na passagem de alguns navios iranianos, indianos e chineses pelo Estreito de Ormuz por enquanto. No entanto, a trégua pode ser temporária. O bloqueio imposto pelo Irã ao estreito, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial, retira do mercado cerca de 15 milhões de barris de petróleo bruto e 5 milhões de derivados diariamente. A Agência Internacional de Energia (IEA) classificou a interrupção como “a maior da história do mercado global de petróleo“.

Reservas e incertezas

Na semana passada, os países membros da IEA concordaram em liberar 400 milhões de barris de suas reservas estratégicas para tentar conter a alta. No entanto, a medida é limitada: este volume seria consumido em apenas 26 dias se o bloqueio persistir. O comunicado da agência alerta que a solução definitiva depende da retomada do trânsito regular de navios pelo estreito. Enquanto isso, Israel planeja mais três semanas de guerra e o Irã intensifica ataques com drones, incluindo alvos nos Emirados Árabes Unidos, mantendo o mercado em estado de alerta máximo.

Fonte: CNN Brasil

Redigido por Acre Atual

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