Operação do MP investiga lavagem de dinheiro da máfia dos combustíveis em 7 estados

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Operação do MP investiga lavagem de dinheiro da máfia dos combustíveis em 7 estados

Ação cumpre mandados de busca em São Paulo e outros seis estados contra lavagem de dinheiro/Foto: Reprodução

O Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (24), a Operação Crédito Oculto, que apura a infiltração de organizações criminosas no setor de combustíveis. A ação, que representa a terceira fase da Operação Carbono Oculto, cumpre mandados de busca e apreensão em endereços localizados em São Paulo e em outros seis estados.

Entre os alvos da ofensiva estão Humberto Arthur Tupinambá Neto, executivo do Banco Genial, e seus irmãos, André e Bruno Tupinambá. A lista de investigados inclui também o empresário Antonio Carlos Freixo Junior, conhecido como “Mineiro”, proprietário da Entre Investimentos.

Freixo firmou acordo de colaboração premiada com a Procuradoria-Geral da República (PGR) no início deste mês. Investigações conduzidas pela Polícia Federal apontam que a Entre Investimentos teria sido intermediária em repasses efetuados por Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, destinados ao financiamento da cinebiografia Dark Horse, obra sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

De acordo com os promotores do MPSP, o objetivo principal da operação é desarticular o uso de engenharias financeiras complexas voltadas à lavagem de recursos de origem ilícita. As estruturas foram montadas pela organização para assumir o controle da distribuidora de combustíveis Terrana, considerada uma das maiores do setor no país.

O esquema contava com a sobreposição de holdings e empresas de fachada. Na etapa inicial, identificada nas fases anteriores da Carbono Oculto, o grupo utilizou uma primeira estrutura para dissimular os verdadeiros donos de uma usina sucroalcooleira situada no interior paulista. Posteriormente, o mesmo modelo foi reaproveitado e expandido para viabilizar a aquisição da distribuidora sem alertar os órgãos de fiscalização.

As diligências contam com o apoio da Receita Federal, da Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo, da Procuradoria-Geral do Estado e das polícias Civil e Militar.

Procurada para se manifestar sobre as buscas, a Genial Investimentos, controladora do Banco Genial, ainda não apresentou posicionamento. A reportagem não localizou a defesa dos irmãos Tupinambá e de Antonio Carlos Freixo Junior. O espaço permanece aberto para manifestações.

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