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Novo pede cassação de Erika Hilton por reação a comentário de Ratinho e outras críticas

O partido Novo protocolou uma representação no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados pedindo a abertura de processo por quebra de decoro contra a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP). A legenda argumenta que a parlamentar utilizou instrumentos institucionais para intimidar e censurar críticos, citando episódios como o pedido de suspensão do programa do apresentador Ratinho por 30 dias após declarações sobre a presidência da Comissão da Mulher, além de ações contra outras pessoas. Se admitido, o processo pode levar à cassação do mandato.
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Erika Hilton
Deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) no plenário da Câmara • Mário Agra/Câmara dos Deputados

A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) passou a ser alvo de uma representação no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados. O partido Novo protocolou um pedido de abertura de processo por quebra de decoro contra a parlamentar, argumentando que ela teria utilizado seu mandato para intimidar e tentar censurar críticos, em uma série de episódios que incluem uma reação a um comentário do apresentador Ratinho.

Os episódios citados

A representação do Novo menciona, como um dos principais fatos, a reação de Erika Hilton a declarações do apresentador Ratinho. Após Ratinho afirmar que a presidência da Comissão da Mulher “deveria ser ocupada por uma mulher biológica”, a deputada acionou o Ministério das Comunicações com um pedido de suspensão do programa por 30 dias e também recorreu ao Ministério Público Federal (MPF) solicitando uma indenização de R$ 10 milhões. O partido também cita ações judiciais ou pressões institucionais contra outras críticas, como a feminista Isabella Cêpa e a estudante Isadora Borges, que, segundo a legenda, formariam um “padrão reiterado” de constrangimento a vozes divergentes.

Argumentos da representação

O Novo argumenta que a conduta de Erika Hilton fere o Código de Ética da Câmara, que exige dos parlamentares o exercício do mandato com dignidade e respeito a cidadãos. O partido também menciona publicações da deputada nas redes sociais, nas quais ela teria usado expressões como “imbeCIS” e afirmado que seus críticos “podem latir”, interpretadas como evidência de uma “postura hostil diante de opiniões divergentes”. Se a representação for admitida pela Mesa da Câmara, o Conselho de Ética poderá instaurar um processo disciplinar contra Erika Hilton, que pode resultar em penalidades que vão desde uma advertência até a cassação do mandato.

Fonte: Metrópoles

Redigido por Acre Atual

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