Novo Desenrola vai socorrer trabalhadores sem carteira assinada, revela Durigan

Secretário-executivo do Ministério da Fazenda antecipa expansão do programa de renegociação de dívidas focado em autônomos.
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Dario Durigan
LUIS NOVA/ESPECIAL METRÓPOLES @LuisGustavoNova

Uma nova e estratégica ofensiva de saneamento de crédito no plano federal promete estender a mão para a parcela mais vulnerável e invisível do mercado de trabalho nacional. Conforme revelou o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, em diretrizes antecipadas nesta quinta-feira (18 de junho de 2026), o Governo Federal está desenhando uma nova etapa do programa Desenrola Brasil desenhada para socorrer trabalhadores informais e autônomos. A medida visa reinserir milhões de cidadãos sem carteira assinada no mercado de consumo formal.


Garantias do Tesouro, Foco em Autônomos e o Combate à Inadimplência Crônica

De acordo com os técnicos da Fazenda, a modelagem do novo Desenrola Informal adaptará os critérios de elegibilidade para alcançar feirantes, motoristas de aplicativo, vendedores ambulantes e prestadores de serviços que não possuem contracheque ou comprovação de renda tradicional. Durigan destacou que o programa utilizará fundos de garantia do Tesouro Nacional para mitigar os riscos bancários, permitindo que as instituições financeiras ofereçam descontos agressivos de até 90% e parcelamentos de longo prazo para a quitação de débitos atrasados com cartões de crédito, concessionárias de água e luz, e carnês comerciais, quebrando a barreira da inadimplência que asfixia o setor informal.

Pilares do Desenrola Informal (2026) Estratégia e Público-Alvo Anunciado Mecanismo de Alívio de Crédito
Foco do Programa Trabalhadores informais e autônomos Dispensa a necessidade de comprovação de renda fixa.
Garantia Bancária Aporte com fundos do Tesouro Garante descontos de até 90% nas dívidas em atraso.
Objetivo Macroeconômico Limpar o nome de trabalhadores Reaquecer as vendas do comércio e destravar o crédito.

A promessa de um Desenrola para informais surge como um socorro desesperado para o extremo Norte, onde a asfixia financeira e a insolvência familiar saíram completamente do controle, com pesquisas econômicas cravando que o número de famílias endividadas voltou a crescer de forma agressiva e bateu o recorde absoluto de um ano no Acre. Esse endividamento recorde reflete o malabarismo diário da população para sobreviver, visto que dados estatísticos recém-divulgados revelaram que uma família padrão no Acre precisa gastar R$ 2,5 mil por mês apenas com suprimentos básicos de sobrevivência, forçando as pessoas a usarem o cartão para comprar comida.

Link de Fonte: metropoles

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