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Nova greve de barqueiros paralisa transporte escolar e revolta Edvaldo

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Foto: Sérgio Vale

Os barqueiros do município de Tarauacá que atuam no transporte escolar retomaram a greve nesta terça-feira, 13. O novo protesto foi denunciado na tribuna da Assembleia Legislativa do Acre pelo deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB), que detalhou o impasse financeiro entre a categoria e a empresa responsável pelo serviço.

De acordo com o parlamentar, a situação reflete o descumprimento de acordos anteriores. “Criou-se gravíssimos problemas para a comunidade escolar. O governo fez uma espécie de mutirão de pressão, de enbaixada, de diálogos com a empresa, que depois de um mês, eu vou repetir, um mês de paralisação das aulas rurais, resolveram pagar. A empresa chamou todo mundo para pagar”, relatou o deputado.

Segundo Edvaldo, a forma como o pagamento foi conduzido gerou um novo colapso. “Na hora de pagar, a tal da Suply, a empresa, fez o seguinte: ‘Olha, nós estamos com boa vontade, queremos resolver o problema. Vamos pagar dos quatro meses atrasados, a gente paga três. Na hora que cair o dinheiro na conta de vocês, eu quero fazer um pedido para vocês, a empresa: vocês vão comprar o combustível para 15 dias, aí vocês retomam o trabalho, que no dia 5 de outubro – olha só, dia 5 de outubro, um dia depois da eleição, a gente vai pagar o quarto mês que está atrasado e também pagar o combustível que vocês adiantaram’. Quer dizer, vocês pagam o combustível que era minha obrigação, porque eu tô sem crédito na praça, quer dizer assim, e depois a gente se resolve”, criticou.

Após três dias de negociações e promessas, os transportadores escolares decidiram dar um voto de confiança à empresa. No entanto, segundo o relato, os dias passaram sem que houvesse a regularização prometida para o dia 5 de outubro. “Passou o dia 5, passou o dia 6, passou o dia 7, passou o dia 8, passou o dia 9, passou o dia 10, passou o dia 11, passou o feriado do dia 12, e eles voltaram à greve hoje. Todos os barqueiros novamente em greve. Porque a empresa nem cumpriu com o compromisso assumido e nem dá notícia, sumiu do mapa”, afirmou.

Para o deputado, a tolerância com a paralisação por tanto tempo é inadmissível. “Eu tô falando disso aqui porque esse plenário ouviu eu trazer esse tema. Chegou até um momento que disseram: ‘Estão exagerando’. Quer dizer, ninguém faz um mês de greve no transporte escolar porque tá tudo bem. A pergunta é: por que é que a Secretaria de Educação não toma uma medida de punição dessa empresa? Por que é que a Secretaria de Educação não faz uma contratação emergencial ou faz um pagamento direto para os transportadores, que a legislação permite?”, questionou.

Magalhães encerrou anunciando que vai protocolar um ofício na mesa diretora da Assembleia para que o tema seja formalmente encaminhado à comissão que acompanha a educação no Tribunal de Contas do Estado. “Isso é dinheiro federal, isso são recursos do Ministério da Educação, isso são recursos do transporte escolar, para que peçam explicações e investiguem o que é que está acontecendo”, concluiu.

Com informações do ac24horas

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