A guerra no Oriente Médio segue em escalada acelerada. Nesta sexta-feira (20), Israel deu início a uma “onda de ataques” contra o Irã, confirmaram as Forças de Defesa de Israel (IDF). A ofensiva ocorre apenas um dia após o presidente dos EUA, Donald Trump, ter pedido a Israel que interrompesse os ataques a campos de gás iranianos, temendo o impacto nos preços dos combustíveis.
Ameaças e retaliação
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, elevou o tom das declarações. Em coletiva nesta quinta (19), ele afirmou que o Irã será rapidamente “dizimado”, alegando que o país perdeu capacidade de enriquecer urânio e produzir mísseis balísticos. Em retaliação aos novos ataques, o regime iraniano lançou vários mísseis em direção a Israel, enquanto sirenes de alerta soavam em Tel Aviv. Bahrein, Kuwait e Emirados Árabes Unidos também relataram ter sido alvo de ataques com mísseis nesta sexta, dia que marca o fim do Ramadã.
Impacto global e apelos europeus
A escalada dos ataques às infraestruturas energéticas na região, incluindo o campo de gás de South Pars (o maior do mundo) e o complexo qatari de Ras Laffan, tem causado grande volatilidade nos mercados de petróleo e gás. Os preços do gás na Europa dispararam, e o Catar estimou uma queda de 17% em sua capacidade de exportação de GNL. Preocupados com as consequências, líderes europeus reuniram-se em Bruxelas e pediram uma “moratória” nos ataques a infraestruturas energéticas e hidráulicas, além de “máxima contenção”. Apesar disso, os combates continuam, e o Irã alertou que não mostrará “nenhuma contenção” se suas infraestruturas forem novamente atingidas.
Fonte: Metrópoles
Redigido por Acre Atual







