DMC Solutions

Naufrágio do navio Curuçá marcou história de Sena Madureira e ainda desperta curiosidade após quase 80 anos

Quase oito décadas depois, o naufrágio do navio Curuçá nas águas do Rio Iaco, em Sena Madureira, continua a intrigar moradores e visitantes. A embarcação, que transportava mercadorias, animais e passageiros, afundou em 1948 após colidir com um tronco de cumaru-ferro. Até hoje, partes da estrutura de ferro resistem no local e servem como um marco histórico e ponto de curiosidade para quem navega pelo rio, com histórias que misturam memória e mistério.
Compartilhar
Naufrágio
Naufrágio do navio Curuçá marcou história de Sena e ainda desperta curiosidade após quase oito décadas | Foto reprodução

Nas águas tranquilas do Rio Iaco, em Sena Madureira, repousa um pedaço da história acreana que o tempo insiste em não apagar. O naufrágio do navio Curuçá, ocorrido em 1948, permanece vivo na memória de antigos moradores e ainda desperta a curiosidade de quem navega pela região. As partes de ferro da embarcação, que resistem há cerca de 78 anos, são um testemunho silencioso de um passado de navegação e comércio fluvial.

O acidente e as versões

De acordo com relatos repassados por gerações, o Curuçá seguia viagem em direção ao seringal Guanabara quando colidiu com um tronco de cumaru-ferro submerso, o que provocou seu alagamento e posterior naufrágio nas proximidades do lago Bom Jesus. Na época, o navio era bastante conhecido na região por sua função de transportar mercadorias, animais e passageiros entre as diversas comunidades que margeiam o rio. Com o impacto, a carga, que alguns dizem incluir até gado, pode ter contribuído para a rapidez com que a embarcação afundou.

Mistério e memória

Até hoje, não há registros oficiais detalhados sobre o ocorrido, e circulam diferentes versões sobre os acontecimentos. Alguns moradores afirmam que o naufrágio pode ter deixado vítimas, um detalhe que nunca foi totalmente esclarecido e que adiciona uma aura de mistério ao episódio. O que restou do Curuçá, principalmente suas estruturas de ferro, transformou-se em um marco histórico às margens do Iaco. Não é raro que pessoas, especialmente os mais jovens, parem suas embarcações para observar os destroços e ouvir as histórias contadas pelos mais velhos, mantendo viva a memória de um tempo em que os rios eram as principais estradas do Acre.

Fonte: ContilNet Notícias

Redigido por Acre Atual

Rolar para cima