Nas águas tranquilas do Rio Iaco, em Sena Madureira, repousa um pedaço da história acreana que o tempo insiste em não apagar. O naufrágio do navio Curuçá, ocorrido em 1948, permanece vivo na memória de antigos moradores e ainda desperta a curiosidade de quem navega pela região. As partes de ferro da embarcação, que resistem há cerca de 78 anos, são um testemunho silencioso de um passado de navegação e comércio fluvial.
O acidente e as versões
De acordo com relatos repassados por gerações, o Curuçá seguia viagem em direção ao seringal Guanabara quando colidiu com um tronco de cumaru-ferro submerso, o que provocou seu alagamento e posterior naufrágio nas proximidades do lago Bom Jesus. Na época, o navio era bastante conhecido na região por sua função de transportar mercadorias, animais e passageiros entre as diversas comunidades que margeiam o rio. Com o impacto, a carga, que alguns dizem incluir até gado, pode ter contribuído para a rapidez com que a embarcação afundou.
Mistério e memória
Até hoje, não há registros oficiais detalhados sobre o ocorrido, e circulam diferentes versões sobre os acontecimentos. Alguns moradores afirmam que o naufrágio pode ter deixado vítimas, um detalhe que nunca foi totalmente esclarecido e que adiciona uma aura de mistério ao episódio. O que restou do Curuçá, principalmente suas estruturas de ferro, transformou-se em um marco histórico às margens do Iaco. Não é raro que pessoas, especialmente os mais jovens, parem suas embarcações para observar os destroços e ouvir as histórias contadas pelos mais velhos, mantendo viva a memória de um tempo em que os rios eram as principais estradas do Acre.
Fonte: ContilNet Notícias
Redigido por Acre Atual







