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Na véspera da eleição, Lula e Flávio Bolsonaro projetam vitória em 1º turno

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Na véspera da eleição, Lula e Flávio Bolsonaro projetam vitória em 1º turno

Em agenda no interior, Augusto Cury criticou privilégios políticos e se apresentou como alternativa à polarização/ Foto: Reprodução

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No último dia de agenda pública de rua antes do primeiro turno, os dois principais candidatos à Presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), concentraram suas atividades no estado de São Paulo e defenderam a possibilidade de liquidar a disputa presidencial já na votação deste domingo (4).

Lula realizou uma mobilização no centro da capital paulista ao lado do candidato ao governo do estado, Fernando Haddad (PT), e das candidatas ao Senado Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede). Durante a atividade na Avenida Paulista, o petista rebateu entraves organizacionais anteriores com a gestão municipal para a realização do evento e discursou em tom de otimismo sobre o resultado das urnas.

“Estamos trabalhando contra o crime organizado. Por isso, nós vamos precisar da força de vocês. Nós precisamos definir essa parada amanhã”, afirmou Lula.

Já o senador Flávio Bolsonaro cumpriu agenda no interior do estado, onde participou de uma motocarreata na região de Americana acompanhado pelo governador e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e pelos candidatos ao Senado André do Prado (PL) e Guilherme Derrite (PP). O trajeto teve início por volta das 11h em Santa Bárbara d’Oeste e seguiu pela Rodovia Anhanguera (SP-330) até a chegada a Americana, por volta de 12h30, onde um ato contou com a participação de crianças vestidas com trajes religiosos na reta final da mobilização.

“Estou muito grato dessa caminhada até aqui, com a convicção de que, assim como o Tarcísio vai sair vitorioso como governador de São Paulo já no primeiro turno, eu tenho a convicção também que tem tudo para que a gente ganhe essa eleição já no primeiro turno”, declarou o parlamentar do PL.

A reta final da campanha no maior colégio eleitoral do país também foi marcada por declarações adversas entre os dois grupos políticos.

Lula usou seu discurso para associar a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro a investigações sobre irregularidades no sistema previdenciário e citou desdobramentos envolvendo o setor financeiro.

“Essa é a caminhada que prendeu a quadrilha da Previdência Social criada pelo Bolsonaro, que tornou o banqueiro prisioneiro, o Vorcaro. E eles estão com muito medo porque a cada dia aparece coisa nova”, disse o candidato do PT.

Flávio Bolsonaro, por sua vez, direcionou suas declarações ao Supremo Tribunal Federal (STF), criticando a atuação da corte e a conduta de ministros no processo eleitoral.

“A corte máxima tem que deixar de ser uma delegacia de polícia. Tem que acabar com foro por prerrogativa de função, tem muita coisa para fazer nessa pauta. Eu lamento que temos os amigos do Lula fazendo de tudo, dando canetada para tentar ajudar o Lula a se reeleger”, afirmou.

Em outra frente da corrida presidencial, o candidato Augusto Cury (Avante) encerrou sua agenda em Colina, no interior paulista, sua cidade natal. Em entrevista coletiva, o psiquiatra e escritor posicionou-se como alternativa à disputa centralizada entre PT e PL e criticou a manutenção de privilégios no setor público.

“O Brasil precisa sonhar de novo. Eu quero devolver o sonho para a nação brasileira, porque essas duas famílias sequestraram emocionalmente o país”, declarou Cury. “O Lula da Silva tem 74 funcionários no Palácio da Alvorada, na sua casa. Flávio Bolsonaro tem mais de 40 assessores, e quem paga a conta é o contribuinte”, completou, ao defender o voto como um ato de pacificação nacional para o domingo.

Com informações da ContilNet

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