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MPF instaura inquérito civil para apurar supostas irregularidades em seleção de bolsistas do DSEI Alto Rio Purus

Procuradoria da República no Acre investiga falhas como ausência de edital formal e divulgação apenas por stories no Instagram. Processo seletivo para bolsistas teria sido regido por regras da Fiocruz, mas sem transparência adequada.
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DSEI
Foto: Google Maps

A forma como um processo seletivo para contratação de bolsistas foi conduzido no serviço de saúde indígena do Acre virou alvo de investigação do Ministério Público Federal (MPF). O órgão instaurou um inquérito civil para apurar possíveis irregularidades no certame promovido pelo Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Alto Rio Purus, em Rio Branco. A portaria que oficializa a investigação foi assinada pelo procurador da República Ricardo Alexandre Souza Lagos, diante de denúncias que apontam falhas graves de transparência.

As Denúncias e a Falta de Transparência

De acordo com a portaria, as investigações tiveram início a partir de manifestações encaminhadas à Sala de Atendimento ao Cidadão do MPF. Os principais pontos de reclamação são a ausência de um edital formal com regras claras e previamente estabelecidas, a divulgação das informações apenas por meio de material publicitário em formato de folder, a falta de publicação das listas de inscritos (tanto deferidos quanto indeferidos) e a inexistência de um canal institucional permanente para que os candidatos pudessem acompanhar as etapas.

Ao ser questionado pelo MPF, o DSEI Alto Rio Purus informou que o processo teria sido regido por um edital elaborado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e que as informações foram divulgadas por meio de publicações temporárias na rede social Instagram, no formato “stories”. Para o Ministério Público Federal, a utilização de publicações efêmeras como principal meio de divulgação é um ponto crítico. A prática compromete princípios constitucionais fundamentais da administração pública, como a publicidade, a transparência e o controle social, previstos no artigo 37 da Constituição Federal. O caso expõe justamente essa fragilidade.

Objetivo da Investigação

O inquérito civil agora instaurado tem como objetivo principal verificar a regularidade do processo seletivo em sua totalidade. Os procuradores vão analisar, entre outros pontos, a existência e a validade de um edital formal, a observância dos princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência, e a conformidade dos critérios adotados para a seleção dos candidatos.

A investigação do MPF busca garantir que, mesmo em processos para contratação de bolsistas, a administração pública respeite os preceitos de transparência e isonomia, assegurando que todos os interessados tenham igualdade de condições e acesso às informações. A conclusão do inquérito dirá se as falhas apontadas se confirmam e quais medidas serão adotadas para responsabilizar os envolvidos e corrigir as eventuais ilegalidades. O episódio serve como um alerta sobre a necessidade de rigor e clareza nos processos seletivos públicos.

Fonte: Ac24horas

Redigido por Acre Atual

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