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MPF firma acordo para reparar danos a geoglifos no Acre após intervenção para plantio de soja

O Ministério Público Federal (MPF) celebrou acordos nas esferas cível e criminal para reparar os danos causados a sítios arqueológicos do tipo geoglifo em Senador Guiomard, no Acre. As irregularidades foram constatadas em fiscalização do Iphan e do MPAC, que identificaram alterações nas estruturas dos geoglifos "Fazenda Missões" e "Nakahara 73" devido ao preparo do solo para o cultivo de soja. Os acordos preveem a implementação de um programa de gestão arqueológica, cercamento e sinalização das áreas, e o cadastramento de 400 sítios no estado.
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geoglifos
MPF firma acordos para compensar danos a geoglifos amazônicos no Acre/Foto: Reprodução

O Ministério Público Federal (MPF) deu um passo importante para a preservação do patrimônio arqueológico acreano. A instituição firmou acordos nas áreas cível e criminal com o objetivo de reparar os danos causados a dois sítios arqueológicos do tipo geoglifo, localizados no município de Senador Guiomard, após intervenções no solo para o cultivo de soja. As medidas foram celebradas em parceria com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Danos identificados

As irregularidades foram detectadas durante uma fiscalização conjunta do Iphan e do Ministério Público do Estado do Acre (MPAC). A vistoria constatou que os geoglifos conhecidos como “Fazenda Missões” e “Nakahara 73” sofreram alterações significativas. As valetas e muretas que formam essas estruturas geométricas milenares foram niveladas pelo preparo do solo para a atividade agrícola, o que configura dano a bens protegidos pela legislação brasileira.

Compromissos e reparação

Para garantir a responsabilização e a recuperação, foram firmados um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) na esfera cível e um Acordo de Não Persecução Penal (ANPP) na esfera criminal. Os acordos preveem a implementação de um Programa de Gestão do Patrimônio Arqueológico, que inclui ações concretas como a delimitação das áreas afetadas, a instalação de cercas e sinalização, e a realização de atividades de educação patrimonial. Outra medida crucial é o registro da existência dos geoglifos nas matrículas dos imóveis, reforçando sua proteção legal. Além disso, os acordos preveem o cadastramento de 400 sítios arqueológicos no Acre, com georreferenciamento e inclusão no sistema do Iphan, fortalecendo o conhecimento e a preservação desses valiosos vestígios dos povos originários da Amazônia.

Fonte: ContilNet Notícias

Redigido por Acre Atual

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