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Ministro de Israel declara líder do Hezbollah como “alvo prioritário” após ataques

Ameaça de Israel Katz ocorre depois que grupo xiita lançou foguetes contra o norte de Israel em resposta à morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei. Caças israelenses bombardearam alvos no Líbano, deixando pelo menos 31 mortos.
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Naim Kassem
Reprodução/ Redes Sociais

A tensão no Oriente Médio ganhou mais um capítulo de alta voltagem. O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, declarou nesta segunda-feira (2) que o líder do grupo xiita libanês Hezbollah, Naim Kassem, é agora um “alvo prioritário” para as forças israelenses. A declaração é uma resposta direta aos lançamentos de foguetes contra o norte de Israel no último domingo (1º), realizados pelo grupo.

Ameaça e Retaliação

Em sua declaração, Katz foi contundente ao se referir ao destino de Kassem. “Quem seguir os passos de Khamenei logo se encontrará ao lado dele nas profundezas do inferno, junto com todos aqueles eliminados do eixo do mal”, disse o ministro, fazendo referência ao líder supremo do Irã, Ali Khamenei, morto em um ataque conjunto dos EUA e Israel no sábado (28).

O Hezbollah justificou seus ataques como uma vingança pela morte de Khamenei e também como reação aos frequentes bombardeios israelenses no sul do Líbano, que ocorrem mesmo após o cessar-fogo anteriormente firmado entre as partes. Em resposta aos disparos, caças israelenses atingiram diversos alvos em território libanês, incluindo áreas próximas à capital, Beirute. Autoridades locais reportaram um saldo de pelo menos 31 mortos e 149 feridos.

Todas as Opções na Mesa

A escalada fez com que um porta-voz militar israelense afirmasse que “todas as opções estão sobre a mesa” quando questionado sobre a possibilidade de uma invasão terrestre no Líbano. Ele acrescentou que Israel ampliou sua presença militar no lado israelense da fronteira, embora, até o momento, não tenha adentrado território libanês.

Segundo o exército de Israel, a maioria dos projéteis disparados pelo Hezbollah foi interceptada ou caiu em áreas desabitadas. Por outro lado, os ataques aéreos israelenses miraram infraestruturas do grupo no país vizinho, elevando ainda mais a temperatura de um conflito que já se espalha por múltiplas frentes na região, colocando o Líbano novamente no centro da tormenta que se seguiu à morte do líder iraniano.

Fonte: Metrópoles

Redigido por Acre Atual

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