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Ministério Público denuncia cinco policiais militares por emboscada e morte de jovem

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Ministério Público denuncia cinco policiais militares por emboscada e morte de jovem

Denúncia aponta que policiais mantiveram testemunhas em guarita e simularam tiroteio/ Foto: Reprodução

O Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) ofereceu uma denúncia contra cinco policiais militares acusados de planejar uma emboscada e assassinar Uanderson Novaes Ventura, em crime ocorrido em 12 de abril de 2019, no município de Brumado, no interior baiano.

A acusação envolve Milton Ferraz de Andrade Júnior, Wendel Leão Ribeiro, Wandenberg Santos Marques, Cristiano dos Santos Moreira e Elton Silva Queiroz. Eles foram denunciados por homicídio qualificado, cárcere privado e fraude processual.

As peças acusatórias foram apresentadas pela 4ª Promotoria de Justiça de Brumado, em atuação conjunta com o Grupo de Atuação Especial Operacional de Segurança Pública (Geosp). A acusação de homicídio qualificado tramita na Vara do Tribunal do Júri de Brumado, enquanto os crimes de cárcere privado e fraude processual foram encaminhados à Justiça Militar da Bahia.

Conforme a investigação, os policiais criaram uma conta falsa na rede social Facebook sob o nome de “Viviane Santos” para marcar um falso encontro com o jovem e atraí-lo até as dependências do Centro de Atenção Integral à Criança (Caic).

A perícia e os depoimentos colhidos no inquérito indicam que a vítima chegou desarmada ao local. Após receber ordem para se render e erguer as mãos, o jovem foi atingido por disparos efetuados por dois dos policiais. O laudo necroscópico constatou 11 perfurações por projéteis de arma de fogo no corpo de Ventura.

Durante a ação, dois jovens que passavam pelas imediações foram abordados pelos policiais e mantidos trancados na guarita da instituição de ensino sob ameaça de armas de fogo. Eles foram liberados apenas após os disparos e a remoção do corpo, sob ameaças para não relatar os fatos à polícia.

O MP-BA aponta ainda que, após a morte da vítima, os acusados alteraram o cenário do crime para forjar um falso confronto armado. O órgão ministerial requereu o julgamento dos cinco PMs pelo Tribunal do Júri, a decretação da perda do cargo público e o pagamento de indenização à família do jovem. Na esfera militar, pediu a condenação por cárcere privado e fraude processual, além da abertura de apuração disciplinar na Corregedoria da PM.

A Promotoria solicitou a prisão preventiva de Milton Ferraz de Andrade Júnior — que já se encontra custodiado por outro processo — e a aplicação de medida cautelar proibindo os demais acusados de manterem contato com testemunhas e familiares da vítima.

Com informações da ContilNet

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