O Ministério da Saúde atualizou os números da mpox no Brasil. Segundo dados do Centro Nacional de Inteligência Epidemiológica e Vigilância Genômica (CNE-VIG) divulgados neste sábado (21), o país registrou 55 casos de mpox até o momento. Os números, que abrangem os primeiros meses do ano, mostram que o vírus continua em circulação, embora em patamar inferior ao do ano passado, e exigem atenção contínua das autoridades sanitárias.
Panorama da Doença no País
De acordo com a pasta, os casos confirmados neste ano apresentam, em sua maioria, quadros clínicos leves ou moderados, sem indicação de agravamento em larga escala. O estado de São Paulo concentra o maior número de registros, seguindo a tendência de 2025, quando liderou o ranking nacional. A vigilância epidemiológica segue acompanhando a situação de perto para identificar rapidamente novos registros e adotar medidas de controle para evitar a transmissão.
Para se ter uma ideia da dimensão atual, em 2025 o cenário foi bem mais expressivo: o país confirmou 1.056 casos de mpox, com prevalência no sexo masculino, especialmente na faixa etária de 30 a 39 anos. No mesmo período, foram registrados dois óbitos relacionados à doença. A comparação mostra que os casos de mpox no Brasil, embora em número bem menor, indicam que o vírus não desapareceu e segue como um desafio para a saúde pública.
Sintomas e Transmissão
A mpox é uma doença causada pelo vírus MPXV, da família dos Orthopoxvirus. A transmissão ocorre principalmente por contato direto com lesões na pele, fluidos corporais ou objetos contaminados de uma pessoa infectada. O contato próximo e prolongado também é uma via de contágio.
Os sintomas mais comuns incluem:
- Erupções ou lesões na pele (bolhas, feridas ou crostas);
- Febre;
- Dor de cabeça intensa;
- Dores no corpo;
- Ínguas (gânglios linfáticos inchados);
- Calafrios e fraqueza.
O período de sintomas pode durar de duas a quatro semanas, e durante esse tempo a pessoa pode transmitir o vírus. A maioria dos pacientes se recupera espontaneamente, mas o acompanhamento médico é fundamental.
Monitoramento e Prevenção
O Ministério da Saúde orienta que pessoas com sintomas compatíveis com a mpox procurem atendimento médico para avaliação e, se necessário, realização de exame laboratorial para confirmação diagnóstica. As medidas de prevenção são simples, mas eficazes: evitar contato direto com lesões de pessoas infectadas, não compartilhar objetos pessoais como roupas de cama e toalhas, e manter a higiene frequente das mãos com água e sabão ou álcool em gel.
A confirmação de 55 casos de mpox no Brasil em 2026 reforça que a doença segue sob vigilância. Embora o cenário atual seja menos preocupante que o do ano passado, a experiência recente mostra que o relaxamento da atenção pode permitir a reintrodução ou o aumento da circulação viral. Por isso, as autoridades de saúde continuam monitorando a situação e prontas para responder a qualquer mudança no quadro epidemiológico, garantindo a proteção da população.
Fonte: Metrópoles
Redigido por Acre Atual







