Durante a sessão desta quarta-feira (4) na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), a deputada estadual Michelle Melo (UB) utilizou a tribuna para repercutir o assassinato da médica Elyne de Assis Nogueira, de 39 anos. A profissional foi executada na noite da última segunda-feira (2), em um crime que teria sido cometido a mando do advogado e procurador do município de Brasileira, Valadares Neto, que teve a sua prisão preventiva decretada.
Em seu pronunciamento, a parlamentar destacou a mobilização imediata da governadora Mailza e da rede de proteção. Segundo a deputada, a gestora estadual convocou todos os órgãos envolvidos na segurança pública, a Secretaria da Mulher e os demais integrantes da rede para avaliar as ações e entender falhas ou acertos na proteção às mulheres.
“Muitas pessoas podem achar que esse ato é um ato mínimo, mas é um ato de posicionamento, mostrando que esse governo está à frente do enfrentamento da violência contra a mulher”, afirmou a deputada.
Michele também enfatizou a gravidade do crime, apontando que a execução envolveu o uso de arma de fogo, com a nítida divisão entre mandante e executor. Diante disso, a parlamentar questionou a responsabilização jurídica dos envolvidos e a necessidade de punições severas que coíbam práticas hediondas.
“Como será colocada essa terceira pessoa dentro da justiça para que ele pague também ao nível do que deve ser o feminicídio como crime hediondo? Nós precisamos discutir mais profundo, não só para evitar que outras mulheres no nosso Acre morram, mas, principalmente, para evitar que a nossa sociedade siga pelo caminho do machismo”, pontuou.
Ao finalizar sua fala, a deputada agradeceu à governadora Mailza pela pronta resposta e reforçou o compromisso do Estado com uma diretriz firme.
Para Michele Melo, o Acre deve manter uma política “ferrenha” e ativa com foco em alcançar a marca de zero feminicídios.
Com informações do ac24horas







