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Meta permitirá rivais de IA no WhatsApp em tentativa de evitar ação da UE

A Meta anunciou que permitirá o acesso de chatbots de inteligência artificial (IA) de empresas concorrentes ao WhatsApp por um período de 12 meses, mediante pagamento de uma taxa.
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Imagem: Getty Images

Em uma manobra para evitar sanções iminentes por parte dos reguladores da União Europeia (UE), a Meta, dona do WhatsApp, anunciou que abrirá as portas de seu aplicativo de mensagens para chatbots de inteligência artificial (IA) de empresas concorrentes. A medida, válida por um período de 12 meses, permitirá que rivais acessem a plataforma mediante o pagamento de uma taxa, respondendo a uma investigação da Comissão Europeia por práticas antitruste.

O contexto da pressão europeia

A decisão da Meta é uma resposta direta à ameaça de intervenção da Comissão Europeia, órgão responsável pela concorrência na UE. No mês passado, a entidade sinalizou que poderia adotar medidas provisórias para evitar “danos graves e irreparáveis” aos concorrentes da big tech. A investigação teve origem no bloqueio imposto pela Meta a chatbots rivais no WhatsApp, permitindo apenas o uso de seu próprio assistente, o Meta AI, no serviço. A proibição entrou em vigor em 15 de janeiro e seguiu os passos de uma ação similar do órgão regulador italiano em dezembro.

Os termos da abertura

De acordo com o anúncio feito pela empresa, a abertura do WhatsApp para a concorrência será implementada nos próximos 12 meses, inicialmente na Europa, e envolverá o uso da API do WhatsApp Business. “Acreditamos que isso elimina a necessidade de qualquer intervenção imediata, pois dá à Comissão Europeia o tempo necessário para concluir sua investigação”, justificou um porta-voz da Meta em comunicado. A empresa argumenta que a medida oferece uma alternativa à ação provisória que estava sendo preparada pelos reguladores europeus.

A posição da Meta e a resposta da UE

Até então, a Meta vinha defendendo que a proliferação de chatbots de IA em suas plataformas poderia sobrecarregar seus sistemas. A empresa também argumentava que existiam outros canais disponíveis para provedores de IA, como lojas de aplicativos, mecanismos de busca e serviços de e-mail. No entanto, a pressão regulatória na Europa, uma de suas maiores regiões de atuação, forçou uma mudança de estratégia. A Comissão Europeia, por sua vez, informou que está analisando detalhadamente as mudanças propostas pela Meta e como elas podem impactar tanto a revisão das medidas provisórias quanto sua investigação antitruste mais ampla sobre as práticas da empresa. O desfecho desse caso pode estabelecer precedentes importantes para a regulação de grandes plataformas de tecnologia e seu papel no ecossistema emergente da inteligência artificial.

Fonte: UOL Tilt

Redigido por Acre Atual

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