Em uma decisão inédita que pode abrir precedentes para futuras ações contra grandes empresas de tecnologia, um júri de Los Angeles, nos Estados Unidos, condenou o Instagram (da Meta) e o YouTube (do Google) por danos à saúde mental de uma jovem usuária. A sentença, proferida nessa quarta-feira (25), determinou o pagamento de US$ 3 milhões por danos morais à autora, identificada apenas como Kaley, de 20 anos.
Os argumentos e a decisão
A jovem alegou que desenvolveu vício nas plataformas desde a infância, atribuindo o problema a recursos de design considerados viciantes, como a rolagem infinita e a reprodução automática de vídeos. Segundo seus advogados, os danos sofridos incluíram depressão, ansiedade, dismorfia corporal e ideação suicida. O julgamento durou cinco semanas, e a decisão marca a primeira vez que um tribunal americano aceita esse argumento. “Este veredito é o primeiro resultado de um julgamento-piloto nos casos de dependência de redes sociais. Ele demonstra como os júris podem reagir ao ouvirem evidências de que as escolhas de design das redes sociais podem prejudicar os jovens usuários”, afirmou a defesa. Além dos danos morais, as empresas terão que pagar US$ 3 milhões em multas. A Meta e o Google afirmaram que discordam da decisão e devem recorrer.
Segunda condenação em 24 horas
A condenação desta quarta-feira ocorre menos de 24 horas após outra decisão desfavorável à Meta. Na terça-feira (24), um tribunal do Novo México condenou a empresa a pagar US$ 375 milhões em uma ação sobre exploração sexual infantil. A Justiça entendeu que a plataforma violou a legislação local ao não alertar usuários sobre riscos e ao falhar na proteção de crianças contra predadores sexuais. A Meta também negou as acusações e anunciou recurso.
Fonte: Metrópoles
Redigido por Acre Atual







