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Ligado ao Bonde dos 13, ‘Arrascaeta’ vai a júri por tentativa de homicídio

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Ligado ao Bonde dos 13, ‘Arrascaeta’ vai a júri por tentativa de homicídio no Acre

A Justiça do Acre manteve a decisão que levará Laurisley Fideles Mariano, conhecido como “Arrascaeta”, a julgamento pelo Tribunal do Júri./ Foto: reprodução

A Justiça do Acre manteve a decisão que levará Laurisley Fideles Mariano, conhecido como “Arrascaeta”, a julgamento pelo Tribunal do Júri. Aos 30 anos, ele responde por uma tentativa de homicídio e por envolvimento com organização criminosa.

A defesa havia recorrido contra a pronúncia, alegando que não existiriam elementos suficientes para relacioná-lo aos crimes. O pedido, no entanto, foi rejeitado pela Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), que decidiu manter o acusado entre os réus que serão submetidos ao júri popular.

Segundo a acusação, Laurisley é suspeito de participar de uma ação para matar Erineldo de Almeida Araújo. O ataque teria sido realizado com arma de fogo e envolveria adolescentes. O crime é tratado como tentativa de homicídio qualificado, com as circunstâncias de motivo torpe e emprego de recurso que teria dificultado a reação da vítima.

Além desse processo, Laurisley é apontado pela Polícia Civil como um dos fundadores do Bonde dos 13 e como integrante de uma estrutura criminosa com atuação em diferentes episódios de violência no Acre.

O suspeito passou a ser procurado pelas autoridades e acabou localizado no Rio de Janeiro em julho de 2025. A prisão ocorreu após informações levantadas pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) do Acre serem repassadas à Polícia Militar do Rio de Janeiro.

Durante a abordagem, realizada na Avenida Brasil, Laurisley teria tentado escapar e informado uma identidade falsa aos policiais. Ele foi levado para uma unidade policial em Bonsucesso, onde a identidade foi confirmada com auxílio das autoridades acreanas.

A investigação apontava que ele estava escondido no estado do Rio de Janeiro havia cerca de um ano. Após a prisão, foi transferido para o Acre e permanece preso preventivamente.

A Polícia Civil também investigou possíveis conexões de Laurisley com outros integrantes de facções e passou a monitorar sinais que poderiam ajudar a localizá-lo, incluindo pichações atribuídas a grupos criminosos em bairros de Rio Branco.

A Defensoria Pública do Acre atua na defesa do acusado. Com a manutenção da pronúncia pelo TJAC, o processo seguirá para julgamento pelo Tribunal do Júri. A data da sessão ainda será definida pela Justiça.

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