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Liberada, Tifanny comanda Osasco, que amassa Praia Clube e vence Supercopa

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Liberada, Tifanny comanda Osasco, que amassa Praia Clube e vence Supercopa

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Com Tifanny em quadra após uma determinação judicial, o Osasco venceu o Praia Clube por 3 sets a 0 e garantiu o título da Supercopa Feminina de Vôlei. O duelo foi disputado na noite desta sexta-feira (16), dentro do Ginásio Castelinho, em São Luís (MA).

 

CAMPEÃS!

O jogo foi dominado pelas campeãs do início ao fim. As parciais ficaram em 25-22, 25-21 e 25-21.

Magdalena Stysiak e Tifanny lideraram o Osasco com 16 e 15 pontos anotados, respectivamente. A oposta, aliás, conseguiu ser inscrita para o embate por conta de uma liminar.

Do outro lado, Sabrina foi destaque do Praia Clube, anotando 17 pontos – a maior pontuadora da partida.

O Osasco havia conseguido inscrever todas as atletas para os torneios, mas a situação de Tifanny ficou pendente. A situação foi registrada no fim da tarde desta quinta-feira (15), como o UOL mostrou.

A decisão, no entanto, é provisória e vale apenas para Tifanny. “A presente decisão, de todo modo, não se pronuncia sobre a validade da Política [que vetou atletas trans], cujo exame fica reservado ao foro que se reputar competente”, diz o despacho do juiz Antonio Luiz da Fonseca Lucchese, da 44ª Vara Cível da Comarca da Capital.

Em agosto, a CBV anunciou que passaria a limitar as competições femininas a atletas do sexo biológico feminino. A regra prevê triagem genética do gene SRY e, segundo a entidade, vale para torneios nacionais como a Superliga e a Supercopa.

A defesa da atleta e do clube entrou com Mandado de Garantia no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), mas o pedido foi indeferido. Com isso, a disputa foi levada pela defesa à Justiça comum.

ENTENDA O IMPASSE

A disputa judicial pela inscrição ocorre em meio a uma disputa sobre as regras da CBV para participação de atletas trans em competições femininas. No início do mês, Tifanny afirmou que tentava reverter o veto e que se sentia “humilhada” com a situação.

Tifanny disse que não houve aviso prévio sobre a mudança e que o clube também não foi comunicado. Ela afirmou que a estratégia para contestar a medida vinha sendo definida com advogados.

Tifanny chegou a jogar no campeonato estadual desde a medida, mas não tem a permissão para partidas de nível nacional e internacional.

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Folhapress | 11:36 – 17/10/2026

Com informações da Notícias ao Minuto

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