A novela jurídica e financeira envolvendo a aquisição da área para a maior feira de agronegócio do estado ganhou um capítulo decisivo nesta quinta-feira (2 de abril de 2026). Um novo laudo sobre o terreno da Expoacre barrado pelo TCE veio a público, revelando uma discrepância significativa nas avaliações imobiliárias. O documento apresenta dois valores de referência para a área: uma avaliação mínima de R$ 19 milhões e uma máxima de R$ 26 milhões, números que agora servem de base para a análise técnica dos conselheiros do Tribunal de Contas do Estado do Acre.
A polêmica em torno do laudo do terreno da Expoacre e a intervenção do TCE começou quando o órgão de controle identificou indícios de sobrepreço na tentativa inicial de compra por parte do governo estadual. Com o bloqueio da transação, a perícia técnica tornou-se a peça-chave para determinar se o valor proposto anteriormente estava em conformidade com a realidade do mercado imobiliário de Rio Branco ou se representava um prejuízo aos cofres públicos. A variação de R$ 7 milhões entre o teto e o piso do laudo reforça a complexidade de precificar áreas de grande extensão destinadas a eventos públicos.
O impasse técnico e o papel do Tribunal de Contas
O Tribunal de Contas do Estado tem mantido uma postura rigorosa quanto à liberação dos recursos para esta aquisição. O fato de o laudo do terreno da Expoacre apontar até R$ 26 milhões não garante, por si só, a aprovação imediata da compra. Os técnicos do TCE agora confrontarão esses dados com as metodologias de avaliação utilizadas por corretores independentes e órgãos oficiais de terra. O objetivo é evitar que o estado pague um valor inflacionado por uma área que, apesar de estratégica para o calendário da Expoacre 2026, precisa passar pelo crivo da economicidade.
Analistas do Acre Atual observam que esse imbróglio pode afetar o cronograma de melhorias no parque de exposições. Quando o laudo do terreno da Expoacre é barrado pelo TCE, o governo fica de mãos atadas para realizar investimentos estruturais definitivos no local, dependendo de contratos de aluguel ou cessões temporárias que muitas vezes são mais onerosos a longo prazo. A transparência na divulgação desses valores de R$ 19 mi e R$ 26 mi é um passo importante para que a sociedade civil acompanhe como o dinheiro dos impostos está sendo negociado.
Impactos para a Expoacre 2026 e o setor imobiliário
A divulgação do laudo sobre o terreno da Expoacre sob mira do TCE também mexe com o mercado imobiliário da região do Segundo Distrito e entorno. Avaliações nessa magnitude tendem a valorizar (ou balizar) terrenos vizinhos, criando uma expectativa econômica em toda a zona de expansão urbana. Para o setor produtivo, o interesse é que o impasse seja resolvido rapidamente, garantindo que a feira deste ano ocorra em um espaço seguro e juridicamente regularizado, sem as incertezas que marcaram as edições passadas.
O Acre Atual continuará monitorando as sessões do TCE para informar quando haverá o julgamento definitivo sobre a viabilidade desta compra. Saber que o laudo aponta entre R$ 19 e R$ 26 milhões para o terreno da Expoacre é apenas parte da notícia; o fundamental será entender as condicionantes que o Tribunal imporá para autorizar a transferência do montante. No Acre Atual, a gestão dos recursos públicos é tratada com a seriedade e a vigilância que o cidadão acreano exige. Fique atento às nossas atualizações para saber se o governo aceitará o valor mínimo ou se tentará justificar o pagamento do teto máximo avaliado.
Perspectivas para o desfecho do processo
Com o laudo em mãos, a defesa do Estado deve apresentar suas justificativas técnicas nos próximos dez dias úteis. O Acre Atual parabeniza a atuação dos órgãos de controle que impedem gastos sem o devido respaldo técnico. Informar sobre o laudo do terreno da Expoacre e o bloqueio do TCE é essencial para a saúde financeira do nosso estado. Acompanhe conosco os desdobramentos desta avaliação e saiba como o futuro do maior evento do Acre está sendo decidido nos gabinetes de controle e justiça. A informação precisa é o seu melhor instrumento de fiscalização.
Fonte: ac24horas</a\>
Redigido por Acre Atual







