A guerra no Oriente Médio atingiu um novo e perigoso patamar. O Exército de Israel anunciou, nesta segunda-feira (16), o início de “operações terrestres limitadas e direcionadas” no sul do Líbano, com o objetivo declarado de destruir a infraestrutura do grupo terrorista Hezbollah, aliado do Irã. A ação ocorre em paralelo à manutenção dos intensos bombardeios aéreos contra a capital iraniana, Teerã.
Invasão e justificativa
Segundo comunicado das Forças de Defesa de Israel (IDF), as ações visam “reforçar a zona de defesa avançada” ao longo da fronteira e “trazer mais segurança para os habitantes do norte de Israel“. Antes da entrada de seus soldados, o Exército realizou ataques aéreos e de artilharia na região. O Líbano entrou na guerra em 2 de março, após o Hezbollah atacar Israel em resposta à morte do líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei. A ofensiva israelense no Líbano já deixou cerca de 850 mortos e mais de 830 mil deslocados, segundo autoridades locais.
Ataques a Teerã e reflexos globais
Simultaneamente, Israel mantém os bombardeios a Teerã, onde novas explosões foram ouvidas ao meio-dia, atingindo depósitos de combustível. O Irã, por sua vez, continua a retaliar com ataques a bases e interesses econômicos dos EUA no Golfo, incluindo drones que forçaram o fechamento temporário do aeroporto de Dubai. A escalada tem gerado uma crise energética global: o preço do petróleo disparou e a Agência Internacional de Energia (AIE) liberou 400 milhões de barris de reservas estratégicas. O presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou a Otan e a China, exigindo que enviem navios ao Estreito de Ormuz para garantir a passagem do petróleo. Enquanto isso, o Japão já começou a usar suas reservas, e a França pediu que o Irã restabeleça a liberdade de navegação e ponha fim aos ataques.
Fonte: Metrópoles
Redigido por Acre Atual







