A guerra no Oriente Médio atingiu um novo patamar de tensão com a morte de mais uma figura central do regime iraniano. O Irã realiza, nesta quarta-feira (18), o funeral de Ali Larijani, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, eliminado em ataques israelenses na véspera. A cerimônia, em Teerã, acontece simultaneamente ao sepultamento do comandante da força paramilitar Basij, Gholamreza Soleimani, e de mais de 80 militares que estavam a bordo de uma fragata afundada pelos EUA.
Ameaças e retaliação
O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, prometeu um conflito longo e devastador. “A onda de repercussões globais está apenas começando e atingirá a todos, sem distinção de riqueza, crença ou raça”, escreveu. A promessa de vingança foi imediata. Na madrugada desta quarta, Irã e o grupo Hezbollah lançaram mais de 50 mísseis e foguetes de forma coordenada contra Israel. A maioria foi interceptada, mas bombas de fragmentação iranianas mataram dois idosos na região central de Israel. O novo líder supremo, Mojtaba Khamenei, teria rejeitado qualquer proposta de cessar-fogo, insistindo que a paz só virá quando EUA e Israel reconhecerem a derrota.
Contexto do conflito
O nome de Larijani se soma à lista de dirigentes iranianos mortos desde o início da guerra, em 28 de fevereiro, que já vitimou o então líder supremo, Ali Khamenei. No 19º dia do conflito, que já desestabiliza o Líbano e paralisa o transporte de petróleo, os ataques se espalham por outros países. Projéteis iranianos foram interceptados na Arábia Saudita e nos Emirados Árabes, e fortes explosões foram ouvidas no Curdistão iraquiano. A região vive uma escalada sem precedentes, com o mundo temendo um confronto ainda maior.
Fonte: Metrópoles
Redigido por Acre Atual







