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Irã prevê petróleo a US$ 200 e países liberam reservas estratégicas

Em meio à escalada do conflito no Oriente Médio, o Irã emitiu um alerta nesta quarta-feira (11), afirmando que o mundo precisa se preparar para o barril de petróleo chegar a US$ 200.
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petroleiro
Fatemeh Bahrami/Anadolu Agency/Getty Images

A escalada do conflito no Oriente Médio levou o Irã a fazer uma previsão alarmante para o mercado global de energia. O porta-voz do comando militar do Irã, Ebrahim Zolfaqari, afirmou nesta quarta-feira (11) que o mundo “precisa se preparar” para o barril de petróleo atingir a cifra de US$ 200. A declaração ocorre em meio à crise desencadeada pelo fechamento do Estreito de Ormuz, rota estratégica controlada pela Guarda Revolucionária Iraniana por onde trafega cerca de 20% de todo o petróleo consumido no planeta.

Ameaça e controle

O Irã tem utilizado o controle do estreito como uma poderosa arma geopolítica. “Não permitiremos que nem um litro de petróleo passe pelo Estreito de Ormuz em benefício dos Estados Unidos e seus aliados. Não se pode baixar o preço do petróleo e da energia com respiração artificial”, declarou Zolfaqari, ligando diretamente a alta dos preços à desestabilização regional causada pelos ataques de EUA e Israel. A ameaça de que o barril chegue a US$ 200, um patamar jamais visto, acendeu todos os alertas nos países importadores.

Resposta coordenada

Diante do cenário de extrema volatilidade e da aproximação do preço do petróleo aos US$ 120, os 32 países-membros da Agência Internacional de Energia (IEA) reagiram com uma medida emergencial. Em uma reunião extraordinária realizada na terça-feira (10), foi selado um acordo para liberar 400 mil barris de petróleo das reservas estratégicas dos países membros. O diretor executivo da IEA, Fatih Birol, classificou a ação como uma resposta “de proporções também sem precedentes” a um desafio de “escala sem precedentes”. A liberação coordenada busca injetar liquidez no mercado e conter a disparada dos preços, mas a eficácia da medida diante de uma potencial interrupção prolongada no fluxo do Estreito de Ormuz ainda é incerta.

Fonte: Metrópoles

Redigido por Acre Atual

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