Irã confirma negociações para encerrar guerra, mas mantém “muro” sobre programa nuclear

Governo de Teerã admite diálogos com Washington mediadores pelo Paquistão, mas porta-voz afirma que tema atômico está fora da mesa no momento.
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Fonte: Arte Metrópoles

Após meses de um conflito que paralisou rotas comerciais e elevou a tensão global ao limite, o governo do Irã confirmou oficialmente nesta quarta-feira (6 de maio de 2026) que está em negociações diretas com os Estados Unidos para encerrar a guerra no Golfo. No entanto, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores de Teerã, Esmaeil Baghaei, foi enfático ao declarar que, embora o fim dos combates e a reabertura de rotas marítimas estejam na pauta, o programa nuclear iraniano não faz parte das discussões “nesta fase”.


A queda de braço pelo Estreito de Ormuz

O principal entrave para a paz imediata reside na cronologia das concessões. Enquanto o governo de Donald Trump exige que o Irã abra mão de seus estoques de urânio enriquecido como pré-condição para o fim das sanções, Teerã propõe um “acordo de etapas”. A primeira fase focaria na cessação das operações militares e na desobstrução do Estreito de Ormuz — fechado desde o fim de fevereiro —, deixando a espinhosa questão nuclear para um fórum secundário nos próximos meses.

Ponto da Proposta Posição de Washington (Trump) Posição de Teerã
Guerra e Hostilidades Cessar-fogo mediante entrega de urânio. Fim imediato dos bombardeios.
Estreito de Ormuz Reabertura total e incondicional. Abertura em 30 dias após fim do bloqueio.
Questão Nuclear Ponto central e inegociável agora. Discussão adiada para o futuro.

Analistas apontam que a mediação do Paquistão tem sido vital para evitar um colapso total nas conversas. Trump, em postagens recentes, indicou que um “memorando de uma página” pode ser assinado em breve, mas a resistência do Irã em tocar no tema nuclear sugere que o “aperto de mãos” final ainda pode demorar mais do que o mercado financeiro prevê.

Link de Fonte: Metrópoles

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