A escalada do conflito no Oriente Médio ganhou um novo e perigoso capítulo. O Irã emitiu, nesta sexta-feira (6), uma ameaça direta aos países europeus, advertindo que qualquer nação que apoiar militarmente os Estados Unidos e Israel na guerra se tornará um “alvo legítimo” de retaliação por parte de Teerã. A declaração foi feita pelo vice-ministro das Relações Exteriores iraniano, Majid Takht-Ravanchi, em entrevista ao canal France 24.
A advertência iraniana
O diplomata iraniano foi categórico ao ampliar o escopo do conflito para o continente europeu. “Se [algum país] se juntar aos Estados Unidos e Israel na agressão contra o Irã, também se tornará alvo legítimo de retaliação iraniana”, afirmou Takh-Ravanchi. Segundo ele, Teerã espera que as nações europeias tenham “cuidado” para não se envolver no que classificou como uma “guerra de agressão” contra o país persa. A advertência estabelece uma nova linha vermelha no conflito, que até agora estava concentrado no Oriente Médio.
Reflexos do conflito na Europa
Embora nenhum aliado europeu dos EUA tenha se envolvido diretamente nos ataques contra o território iraniano, a guerra já provocou movimentações militares significativas no velho continente. No início da semana, o Reino Unido anunciou o deslocamento do destróier HMS Dragon e de helicópteros militares para o Mediterrâneo. A França, por sua vez, destacou o porta-aviões nuclear Charles de Gaulle para a mesma região. Segundo Londres e Paris, a decisão foi uma resposta a um ataque de drones contra uma base britânica localizada na ilha de Chipre, um incidente que já conectou a Europa ao conflito de forma indireta.
Outros países afetados
A Turquia e o Irã também tiveram suas relações abaladas nos últimos dias. Os governos turco e azerbaijano acusaram o Irã de promover ataques com mísseis e drones em seus territórios, aprofundando ainda mais a instabilidade regional. A ameaça de Teerã aos europeus, portanto, insere-se em um contexto de rápida deterioração da segurança em uma vasta área que vai do Mediterrâneo ao Cáucaso. A comunidade internacional agora observa com apreensão os próximos passos, temendo que o conflito, iniciado há uma semana, possa se alastrar para além do Oriente Médio e envolver diretamente potências da Otan.
Fonte: Metrópoles
Redigido por Acre Atual







