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Investigado no Caso Joyce é preso no RN por violência doméstica em processo que tramita em MG

Thiago Augusto Sampaio Borges, investigado na morte da acreana Joyce, foi preso pela Polícia Federal no Rio Grande do Norte.
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Foto: Contilnet

As investigações que envolvem a morte da acreana Joycilene Sousa de Araújo, a Joyce, tiveram um novo desdobramento com a prisão de um dos investigados. Thiago Augusto Sampaio Borges, de 43 anos, foi detido pela Polícia Federal no dia 13 de fevereiro em Natal, no Rio Grande do Norte. A prisão, no entanto, não está diretamente relacionada ao Caso Joyce no Acre, mas sim ao cumprimento de um mandado de prisão preventiva expedido pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG) em um processo por violência doméstica que tramita naquele estado.

Detalhes da prisão e o processo em Minas Gerais

A ordem judicial cumprida pela PF no RN está fundamentada na apuração do crime de divulgação de cena de estupro, sexo ou pornografia, supostamente praticado no contexto de violência doméstica e familiar contra a mulher, conforme tipificado na Lei Maria da Penha. Segundo informações do Ministério Público de Minas Gerais, a prisão preventiva foi decretada para garantir a aplicação da lei penal, uma vez que Thiago não havia sido localizado para citação pessoal e, após ser citado por edital, não apresentou manifestação nem constituiu advogado no processo. Após a detenção, ele foi encaminhado à Superintendência Regional da Polícia Federal na capital potiguar e permanece custodiado no estado, à disposição da Justiça mineira. A Justiça do Rio Grande do Norte atuou apenas no cumprimento da decisão, já que o processo principal corre em Minas Gerais.

O andamento do Caso Joyce no Acre

A Polícia Civil do Acre foi questionada sobre os efeitos desta prisão nas investigações que correm em segredo de Justiça no estado sobre a morte de Joyce. A instituição informou que a prisão em outro estado não altera o andamento dos procedimentos investigativos que tramitam no Acre relacionados ao Caso Joyce, que seguem seu curso normalmente. A família da vítima acompanha com atenção todos os desdobramentos, em busca de esclarecimentos e responsabilização. É importante lembrar que Thiago é investigado, mas ainda não foi condenado no caso que envolve a morte da acreana, e todas as acusações devem ser provadas ao longo do processo judicial, garantindo-se o direito à ampla defesa.

Outros processos e audiência marcada

Além do processo em Minas Gerais e da investigação no Acre, Thiago Augusto responde a outro procedimento na Justiça de Itabira (MG). Uma audiência de instrução estava marcada para 7 de maio de 2026 em um processo no qual ele é acusado de desobediência e falsa identificação. Este episódio remonta a 17 de dezembro de 2024, quando policiais civis foram até seu endereço no bairro Barreiro, em Itabira, para cumprir diligências relacionadas ao Caso Joyce. Na ocasião, o celular e o veículo do investigado foram apreendidos. Por se tratarem de infrações de menor potencial ofensivo, foi lavrado um termo circunstanciado.

Relembre o Caso Joyce

Joycilene Sousa de Araújo, a Joyce, morreu em 17 de novembro de 2024, no Instituto de Traumatologia e Ortopedia do Acre, em Rio Branco. A causa da morte foi uma parada cardíaca decorrente da ingestão de medicamentos de uso controlado ocorrida uma semana antes. A família de Joyce, no entanto, contesta a versão de que se tratou apenas de uma morte autoprovocada. Os familiares sustentam que houve um contexto de violência psicológica e patrimonial, atribuindo a Thiago condutas que incluiriam indução ao suicídio e a apropriação de valores que somariam cerca de R$ 200 mil. Ele nega todas as acusações e afirma ser vítima de calúnia. Dias antes de sua morte, Joyce havia procurado a Delegacia da Mulher para solicitar medida protetiva e a devolução de um veículo avaliado em R$ 100 mil, que estava em seu nome. O caso ganhou grande repercussão e segue sendo acompanhado pela família e pelo Ministério Público do Acre.

Fonte: ContilNet Notícias

Redigido por Acre Atual

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