J. F. O. da S., de 36 anos, foi preso pela equipe da Força Tática do 2º Batalhão da Polícia Militar após policiais encontrarem uma arma de fogo artesanal, munições e um colete balístico durante uma averiguação em uma residência localizada na Quadra 22E, na Cidade do Povo, em Rio Branco.
Segundo o relato policial, a equipe realizava patrulhamento ostensivo pelo Ramal Bom Jesus e, posteriormente, seguia em direção ao bairro Cidade do Povo pela BR-364, quando decidiu verificar o imóvel. Os policiais já tinham informações de que o local funcionava como oficina mecânica de motocicletas e veículos e poderia estar sendo utilizado para armazenar peças, motores e outros objetos provenientes de veículos roubados ou furtados.
Ao chegarem ao endereço, os militares fizeram contato com os moradores. Uma mulher, que identificou-se como proprietária do imóvel e esposa de Johnatas, de acordo com a polícia, autorizou espontaneamente a entrada da equipe na residência e na oficina para a realização das buscas.
Durante a averiguação, os policiais verificaram chassis e motores dos veículos que estavam no imóvel e nas proximidades. Conforme o registro, nenhuma restrição de furto ou roubo foi encontrada, sendo confirmado que o local era utilizado como oficina mecânica.
As buscas prosseguiram dentro da residência. Em um dos cômodos, os policiais encontraram, sob um guarda-roupa em desuso, um colete balístico com a numeração identificadora danificada, o que impossibilitou a identificação imediata de sua procedência ou do órgão de segurança ao qual pertencia.
Força Tática acha colete e munições | Foto: Ascom
Na sala da casa, sobre um sofá, foi localizada uma arma de fogo artesanal, do tipo garrucha, calibre .36, que estava municiada e em condições de pronto uso. Próximo à arma, os policiais encontraram uma luva contendo três munições calibre .36 intactas, além de um carregador de pistola calibre 9mm desmuniciado, uma munição calibre 7,62 mm e outra munição calibre .38.
Ainda segundo o relato policial, ela informou que os objetos pertenciam ao marido. J. chegou à residência durante a ocorrência e, conforme a polícia, apresentou-se exaltado ao questionar a presença dos militares no imóvel.
Após ser informado sobre a diligência e os materiais encontrados, J. teria assumido a propriedade da arma, das munições, do carregador e do colete balístico. Aos policiais, ele afirmou que havia adquirido o colete de uma pessoa desconhecida e que mantinha a arma para proteção pessoal, alegando temer uma possível invasão de integrantes de uma organização criminosa à residência.
Diante da localização da arma e das munições, J. recebeu voz de prisão, em tese, pelo crime de posse irregular de arma de fogo de uso permitido, e foi conduzido à Delegacia de Flagrantes (DEFLA), onde foi apresentado à autoridade policial para os procedimentos cabíveis. A arma de fogo, as munições, o carregador e o colete balístico também foram apreendidos.







