Mais um caso de violência doméstica chocou o interior do Acre, desta vez envolvendo uma mulher grávida e uma criança de apenas um ano. Na última quarta-feira (25), em Cruzeiro do Sul, um homem agrediu a esposa grávida em Cruzeiro do Sul e foi preso em flagrante pela Polícia Militar, após um episódio de covardia e agressão que só não foi mais grave graças à rápida intervenção da vítima e da Patrulha Maria da Penha.
A Agressão e a Tentativa de Ajuda
De acordo com o relato da vítima à polícia, ela estava sozinha em seu apartamento com a filha de 1 ano quando começou a passar mal. Grávida de três meses, ela pediu ajuda ao companheiro, identificado como Pedro Arthur, de 25 anos, para que ele ficasse com a criança enquanto ela fosse até a Maternidade buscar atendimento.
Em vez de ajudar, o homem teria se tornado agressivo. Ele saiu atrás da mulher com a filha nos braços e, nesse momento, acabou caindo. Na queda, ele ralou o cotovelo direito e, mais grave, a criança de 1 ano bateu a cabeça no chão. Ao se levantar, em vez de se preocupar com o bebê, ele partiu para cima da esposa, empurrando-a contra a porta e cuspindo em seu rosto. Em seguida, fugiu para o trabalho. A brutalidade do caso só aumenta a revolta.
A Prisão e a Importância da Denúncia
A vítima, que já possuía medida protetiva contra o agressor, não hesitou e acionou imediatamente a Patrulha Maria da Penha da Polícia Militar de Cruzeiro do Sul. Com base no chamado e na violação da medida protetiva (que já estava em vigor), os policiais localizaram e prenderam Pedro Arthur em flagrante. Ele foi levado para a Delegacia de Polícia Civil, onde permanecerá à disposição da Justiça.
O caso é mais um exemplo da eficácia do trabalho integrado de proteção à mulher. A existência da medida protetiva e o acionamento rápido da Patrulha Maria da Penha foram cruciais para que a agressão não tivesse um desfecho ainda mais trágico, principalmente considerando a gravidez da vítima e a queda da criança. A prisão serve como um alerta de que a violência doméstica é crime inafiançável e que o descumprimento de ordens judiciais terá consequências legais imediatas.
Fonte: Ac24horas
Redigido por Acre Atual







