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Guerra no Irã pressiona custos de energia e logística para empresas brasileiras, alerta Fiemg

Federação das Indústrias de Minas Gerais aponta que instabilidade no Estreito de Ormuz e nas rotas aéreas do Golfo Pérsico deve encarecer fretes, seguros e o preço do petróleo. Brasil importa da região combustíveis e fertilizantes, o que pode afetar cadeias produtivas.
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Fatemeh Bahrami/Anadolu via Getty Images

A escalada do conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã já começa a dar sinais de seus efeitos colaterais na economia global, e o Brasil não ficará imune. A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) emitiu um alerta nesta segunda-feira (2) sobre o impacto que a guerra pode ter sobre os custos de produção e logística para as empresas brasileiras. A principal preocupação gira em torno da instabilidade na região do Golfo Pérsico, que é uma rota vital para o comércio mundial de energia, e seu efeito direto sobre o Irã e seus vizinhos.

O Impacto nos Preços do Petróleo e na Logística

O primeiro sinal concreto da pressão internacional já foi registrado: o aumento no preço global do petróleo nesta segunda-feira. A Fiemg alerta que cerca de 20% de todo o petróleo negociado no mundo passa pelo Estreito de Ormuz, uma rota estratégica que se tornou instável com o conflito. “Qualquer instabilidade em rotas estratégicas como o Estreito de Ormuz repercute em fretes, seguros e energia”, afirmou o presidente da entidade, Flávio Roscoe.

Além da questão energética, a federação também manifestou preocupação com o impacto nos corredores aéreos da região, especialmente em hubs como Dubai, Doha e Abu Dhabi. Esses centros são fundamentais para arranjos operacionais de comércio e pagamentos internacionais. “Tensões envolvendo Dubai podem comprometer arranjos operacionais utilizados para comércio e pagamentos internacionais, elevando incerteza e custos de transação”, complementa a nota da Fiemg.

A Dependência Brasileira e a Necessidade de Monitoramento

O Brasil mantém uma relação comercial significativa com os países do Golfo Pérsico, importando principalmente combustíveis minerais e fertilizantes, insumos essenciais para a indústria e o agronegócio. Essa dependência torna a economia brasileira particularmente sensível às oscilações de preços na região. “Essa dependência reforça a sensibilidade da economia brasileira a oscilações de preços no Golfo Pérsico, especialmente em setores ligados à energia e insumos agrícolas”, destaca a Fiemg.

Diante desse cenário, a entidade reforça a necessidade de um acompanhamento atento do cenário internacional por parte das empresas e do governo. A instabilidade gerada pelo conflito que envolve o Irã pode trazer desafios adicionais para a já combalida competitividade da indústria nacional, exigindo estratégias para mitigar riscos e preservar a saúde dos negócios.

Fonte: Metrópoles

Redigido por Acre Atual

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