A decisão do governo dos Estados Unidos de flexibilizar, por 30 dias, as sanções contra o petróleo russo gerou uma onda de críticas e preocupação entre os líderes europeus. A medida, anunciada na quinta-feira (12) como forma de conter a disparada dos preços da commodity causada pela guerra no Irã, permite a comercialização de petróleo russo que já está em trânsito no mar. A reação em países como França, Alemanha e Reino Unido foi imediata e contundente.
Repúdio europeu
O presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou que a situação atual “de forma alguma justifica a retirada de sanções” contra a Rússia. Na Alemanha, o chanceler Friedrich Merz foi enfático: “Acreditamos que é errado aliviar as sanções”. O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, também se manifestou, defendendo que “todos os parceiros devem manter a pressão sobre a Rússia e seu cofre de guerra”. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, já havia se posicionado contra a medida antes mesmo do anúncio, classificando-a como um “erro estratégico”. António Costa, presidente do Conselho Europeu, disse que a decisão é “muito preocupante, pois afeta a segurança europeia”.
Impacto na guerra
O temor dos líderes europeus é que a flexibilização dê um fôlego financeiro à Rússia para continuar sua guerra contra a Ucrânia, que já dura mais de quatro anos. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, calculou que a medida pode render até US$ 10 bilhões aos cofres russos. Ele também alertou para o risco de que o Irã, inimigo dos EUA no atual conflito, também se beneficie, já que utiliza drones russos em suas ofensivas. Enquanto isso, a Rússia comemorou a decisão, com o representante Kirill Dmitriev afirmando que os EUA “reconheceram o óbvio: sem o petróleo russo, o mercado energético global não consegue se manter estável”.
Fonte: Metrópoles
Redigido por Acre Atual







