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EUA vão emitir vistos para Flávio Bolsonaro e família após fuga

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O Departamento de Estado do governo de Donald Trump confirmou ao UOL que os Estados Unidos vão emitir vistos para Flávio Bolsonaro (PL) e sua família.

O senador deixou o Brasil e desembarcou nos EUA na tarde de hoje (27), segundo apurou a coluna. Ele descumpriu a determinação do ministro do STF Alexandre de Moraes para entregar seus passaportes à Polícia Federal e não sair do país.

A fuga foi noticiada primeiro pelo site argentino Infobae. A reportagem apontou que o candidato derrotado cruzou a fronteira para a Argentina e iria embarcar em Puerto Iguazú, na província de Misiones. Em meio aos rumores, a PF cancelou os passaportes do senador.

Uma fonte dos EUA próxima à administração Trump e à família Bolsonaro afirmou ao UOL que estava “ciente da partida” de Flávio, mas não confirmou se o senador havia usado a Argentina como rota.

Uma segunda fonte, que vive na Flórida e também é próxima à família Bolsonaro e aos republicanos há mais de uma década, havia dito ao UOL que Flávio chegaria ao estado na tarde de hoje, e especulou que de lá ele poderia comandar uma espécie de “governo em exílio”, já que para quase metade da população “ele seria o verdadeiro presidente”.

Aliados de Flávio afirmam que não foram avisados antes e que só tomaram conhecimento da situação hoje, quando ele já tinha saído do Brasil. O senador Rogério Marinho (PL-RN), que coordenou a campanha de Flávio à presidência, disse que tentou falar com o senador e recebeu uma mensagem de texto na qual ele dizia que queria “dar um tempo”.

“Foi a única comunicação que eu tive com ele, acho que em torno de 8 horas da manhã”, disse Marinho a jornalistas.

Investigações

Flávio é investigado em dois inquéritos no STF. Um deles se refere ao financiamento de Daniel Vorcaro, dono do extinto Banco Master, ao filme “Dark Horse”. O senador negociou o repasse de pelo menos US$ 24 milhões com o ex-banqueiro para a produção do filme. O dinheiro foi transferido para um fundo nos Estados Unidos ligado ao ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP).

A outra investigação trata da relação do senador com o advogado Willer Tomaz. Foi nesse inquérito que Moraes ordenou a entrega dos passaportes de Flávio.

Como revelou o UOL, emails obtidos pela PF indicam que Willer Tomaz dividia uma conta no banco Santander com Flávio Bolsonaro. Em uma das mensagens, o senador é apontado como “usuário master”, credencial que, na prática, permite que mais de uma pessoa ou empresa administre a conta e movimente valores de forma conjunta. Em nota oficial, ambos negaram que dividiram a conta.

Willer detém a maioria das ações da companhia portuguesa Cathedral Holdings, única acionista da Rede Loto, a empresa que controla a casa de apostas BestBet. Uma reportagem da revista Piauí revelou que Flávio foi sócio oculto dessa bet.

Com informações do ac24horas

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