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EUA emitem alerta para civis evitarem portos próximos ao Estreito de Ormuz

O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) emitiu um alerta nesta quarta-feira (11) recomendando que civis, incluindo trabalhadores portuários e tripulantes de embarcações, evitem a região do Estreito de Ormuz.
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Estreito de Ormuz
Imagem de satélite do Estreito de Ormuz • Gallo Images via Getty Images

A escalada do conflito no Oriente Médio atingiu um novo patamar de risco para a navegação civil. O Comando Central dos Estados Unidos (EUA), o Centcom, emitiu um alerta nesta quarta-feira (11) aconselhando enfaticamente que civis se mantenham longe dos portos e áreas próximas ao Estreito de Ormuz, a passagem estratégica que liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã. A mensagem foi publicada em inglês, farsi e árabe, direcionada especialmente a trabalhadores portuários e tripulantes de embarcações.

Alvo legítimo

O alerta do Centcom é claro e preocupante. A região, vital para o comércio global de petróleo (cerca de 20% do produto passa anualmente por ali), é agora um foco de tensão militar. De acordo com a nota, os portos ao longo do estreito, incluindo instalações civis, passaram a ser considerados “alvos militares legítimos sob o direito internacional”. A justificativa é o uso dessas estruturas pela Guarda Revolucionária Islâmica do Irã no contexto da guerra. “Trabalhadores portuários, pessoal administrativo e tripulantes de embarcações comerciais iranianas devem evitar navios de guerra e equipamentos militares iranianos”, detalha o comunicado.

Escalada e ameaças

A situação se agravou ainda mais com a informação, divulgada pela CNN na terça-feira (10), de que o Irã começou a instalar minas no estreito. Em resposta, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou na segunda-feira (9) que os EUA estão considerando a possibilidade de assumir o controle da hidrovia, uma medida de consequências imprevisíveis. Em entrevista à CBS News, Trump declarou que os EUA “poderiam fazer muito” com o controle do estreito. O alerta do Centcom é, portanto, um sinal claro de que a região se tornou uma zona de perigo iminente, com o risco de ataques a qualquer embarcação que se aproxime, elevando a tensão e o medo de uma crise ainda maior no comércio marítimo global.

Fonte: CNN Brasil

Redigido por Acre Atual

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