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EUA ampliam armada no Oriente Médio com caças F-22 e pressionam Irã em negociações

Doze caças invisíveis F-22 foram enviados a Israel, somando-se a dois porta-aviões e 13 contratorpedeiros na região.
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Vista aérea do Grupo de Ataque do Porta-Aviões USS Abraham Lincoln em operação no Mar Arábico, escoltado por dois navios de reabastecimento militar e duas embarcações da Guarda Costeira dos EUA, enquanto caças da Ala Aérea Embarcada Nove realizavam operações de voo sobre o Mar Arábico, em 6 de fevereiro de 2026. • US CENTCOM/Handout/Anadolu via Getty Images

A região do Oriente Médio vive um dos seus momentos de maior tensão nas últimas décadas, com uma impressionante demonstração de força militar dos Estados Unidos e negociações diplomáticas ocorrendo em paralelo. Nesta quarta-feira (25), os EUA ampliam armada no Oriente Médio em meio a tensões com Irã, enviando uma dúzia de caças F-22 para Israel, somando-se a uma frota naval de respeito. O movimento ocorre enquanto delegações dos dois países se preparam para uma nova rodada de conversas em Genebra.

O Poderio Militar em Cena

Os caças F-22 Raptor, considerados um dos equipamentos mais avançados da Força Aérea americana, deixaram suas bases temporárias no Reino Unido com destino a Israel. Essas aeronaves são conhecidas por sua capacidade stealth (invisível ao radar) e por serem capazes de atacar alvos terrestres e aéreos com precisão. Elas já participaram da Operação Midnight Hammer, que bombardeou instalações militares iranianas no ano passado.

Além dos caças, a armada americana na região já conta com dois porta-aviões, 13 contratorpedeiros e destroieres, três pequenas embarcações de combate e outros equipamentos da Aeronáutica. Segundo o Centro para Estudos Internacionais Estratégicos, a dimensão da atual frota da Marinha dos EUA é comparável à da Operação Raposa do Deserto, em 1998, que ordenou ataques contra o Iraque. A informação é um claro sinal de força.

Diplomacia e Ameaças em Paralelo

Enquanto os militares se posicionam, uma nova rodada de negociações entre EUA e Irã está marcada para esta quinta-feira (26) em Genebra. O governo Trump enviou seu genro, Jared Kushner, e o enviado especial Steve Witkoff para tentar um acordo. A posição americana é dura: querem que o Irã acabe com seu programa nuclear e abdique de seu arsenal de mísseis balísticos. Teerã, por sua vez, considera esses programas essenciais para sua sobrevivência no conturbado cenário regional e se recusa a ceder.

O presidente Donald Trump, em seu discurso do Estado da União, acusou o Irã de desenvolver mísseis capazes de atingir os EUA (acusação que Teerã classifica como “mentiras”) e disse que sua preferência é a diplomacia, mas que não permitirá que o “patrocinador número um do terrorismo” tenha armas nucleares. Internamente, a oposição democrata critica a escalada. A ex-presidente da Câmara, Nancy Pelosi, classificou as ameaças como “ineptas” e lembrou do acordo nuclear negociado por Barack Obama, que Trump desfez. Enquanto os EUA ampliam armada no Oriente Médio em meio a tensões com Irã, o mundo observa se a via diplomática conseguirá prevalecer sobre o poderio militar.

Fonte: CNN Brasil

Redigido por Acre Atual

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