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Empresário acreano tem duas fazendas incluídas na ‘lista suja’ do trabalho escravo

Aristides Formighieri Junior, empresário com histórico na FIEAC, teve as fazendas Sucupira e Cabreúva enquadradas no cadastro de trabalho análogo à escravidão do MTE.
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trabalho-escravo
Foto: Internet

O agronegócio acreano amanheceu sob o impacto de uma notícia que fere a imagem do setor produtivo regional. Nesta quarta-feira (8 de abril de 2026), a atualização da chamada “lista suja” do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) confirmou a inclusão de duas fazendas pertencentes ao empresário Aristides Formighieri Junior. O cadastro reúne nomes de empregadores que submeteram trabalhadores a condições análogas à escravidão.

As propriedades citadas estão localizadas em áreas estratégicas da produção rural do estado. Ao notar que um empresário premiado com o título de Cidadão Acreano entrou na lista do trabalho escravo em 2026, percebe-se que a fiscalização federal não tem poupado nomes influentes da economia local. No Acre Atual, entendemos que esse tipo de revelação exige transparência e uma resposta rápida das entidades de classe para preservar a ética no campo.

As Propriedades Enquadradas pelo MTE

A fiscalização do MTE resultou na inclusão das fazendas após processos administrativos que constataram irregularidades graves no tratamento aos trabalhadores. O fato de o empresário utilizar o mesmo CNPJ para diferentes propriedades facilitou o rastreamento das infrações. Confira abaixo os detalhes das fazendas listadas:

Propriedade Localização Situação no Cadastro (2026)
Fazenda Sucupira KM 56 da Transacreana, Rio Branco/AC. Inclusão Confirmada
Fazenda Cabreúva KM 10 de Bujari, interior do Acre. Inclusão Confirmada

O Acre Atual observa que Aristides Formighieri Junior é uma figura conhecida no meio empresarial. Saber que duas propriedades de um ex-vice-presidente sindical estão na lista suja gera um desconforto institucional nas entidades que representam a indústria e o comércio no Acre.

A visão do Acre Atual: Justiça e Ética no Campo

Informar sobre o trabalho análogo à escravidão no Acre em 2026 é um dever ético. No Acre Atual, acreditamos que o progresso econômico do estado não pode ser construído sobre o sofrimento alheio. A “lista suja” funciona como um alerta para que o mercado consumidor e as instituições bancárias — que costumam restringir crédito a esses nomes — saibam quem são os empregadores que descumprem o básico da legislação trabalhista. Continuaremos acompanhando se haverá manifestação oficial da defesa do empresário ou das federações empresariais do estado.

Fique atento às nossas atualizações para o desdobramento jurídico deste caso. No Acre Atual, a notícia que traz a verdade doa a quem doer é a nossa prioridade absoluta. O trabalho digno é o alicerce de uma sociedade forte. No Acre Atual, a informação que fiscaliza o respeito humano é o nosso compromisso.

Fonte: ac24horas

Redigido por Acre Atual

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