Em meio à escalada do conflito no Oriente Médio, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a direcionar suas atenções e declarações contundentes para a América Latina. Nesta sexta-feira (6), em entrevista à CNN norte-americana, Trump afirmou que Cuba “vai cair muito em breve”, intensificando a retórica contra o regime da ilha caribenha. As novas declarações ocorrem um dia após ele ter dito, na Casa Branca, que a questão cubana é uma “questão de tempo”.
“Cuba vai cair”
Na entrevista, Trump foi direto ao comentar sobre a situação cubana. “Cuba vai cair muito em breve, aliás, sem relação com o assunto [Irã], mas Cuba também vai cair. Eles querem muito fechar um acordo, então vou colocar o Marco [Rubio] lá e veremos como isso funciona. Estamos realmente focados nisso agora. Temos bastante tempo, mas Cuba está pronta — depois de 50 anos”, declarou o presidente americano. A fala se refere ao secretário de Estado, Marco Rubio, conhecido por sua posição dura contra o regime cubano. Trump afirmou que, apesar de o foco atual do governo ser “acabar com o Irã primeiro”, a situação de Cuba está sob observação e ele pretende resolvê-la, já que, segundo suas palavras, a questão “caiu no colo” dele.
Contexto histórico e embargo
As ameaças de Trump reacendem um conflito que perdura por décadas. Desde 1958, Cuba é alvo de um embargo econômico imposto pelos Estados Unidos. As sanções foram implementadas no contexto da Guerra Fria, após a revolução cubana e a aproximação do país com o regime comunista, alinhado à extinta União Soviética. As declarações do atual presidente sugerem uma possível intensificação das pressões ou até mesmo uma ação mais direta contra o governo da ilha, embora ele não tenha detalhado quais medidas pretende adotar.
A prioridade é o Irã
Apesar das ameaças a Cuba, Trump deixou claro que, neste momento, o conflito com o Irã é a prioridade máxima de seu governo. Na véspera, durante um evento na Casa Branca com o time de futebol Inter Miami, ele já havia estabelecido essa ordem de prioridades. “O foco atual dos EUA é acabar com o Irã primeiro, mas Cuba é uma questão de tempo”, disse, na ocasião. Na entrevista desta sexta, ele reiterou que, embora pudesse agir em várias frentes simultaneamente, prefere evitar “coisas ruins” que poderiam acontecer com uma ação muito rápida e sem planejamento. A declaração mantém o mundo em alerta sobre os próximos passos da política externa americana, que já mobiliza esforços militares e diplomáticos no Oriente Médio e agora volta a miar o Caribe.
Fonte: Metrópoles
Redigido por Acre Atual







