A Organização Meteorológica Mundial (OMM) informou, em um boletim divulgado nesta quinta-feira (8), que o fenômeno El Niño deste ano deve se intensificar antes de atingir seu pico em dezembro. Além disso, há quase 100% de certeza de que se estenderá até fevereiro de 2027.
O boletim ressaltou, ainda, que as temperaturas da superfície do mar estão prestes a bater recordes. A temperatura da superfície do mar no Pacífico tropical central e oriental devem atingir recorde de 3,7ºC acima do normal entre os meses de outubro e dezembro.
O El Niño é um fenômeno climático causado pelo aquecimento anormal das águas do oceano pacífico equatorial.
Com o fenômeno, os principais efeitos no Brasil são chuvas intensas na Região Sul e secas prolongadas nas regiões Norte e Nordeste, diminuindo as chuvas nesses locais.
El Niño no Acre
O novo boletim do Painel El Niño 2026-2027, divulgado na última quinta-feira (1º), aponta que há 95% de probabilidade de que o fenômeno alcance intensidade muito forte no trimestre outubro-novembro-dezembro. Na Região Norte, o cenário é de menor ocorrência de chuvas e temperaturas elevadas pode contribuir para o agravamento das condições de seca e para o aumento do risco de fogo.
“Dados parciais de setembro do CEMADEN indicam aumento no número de municípios em situação de seca extrema e severa, com destaque para estados como Amazonas, Roraima e Acre. Em Roraima, os níveis dos rios Branco e Negro permanecem baixos, com previsão de chuvas abaixo da média”, explica o boletim.
O boletim explica, ainda, que caso o cenário se confirme, o fenômeno poderá estar entre os mais intensos registrados desde 1950.
No Sul do Brasil, o cenário previsto para o próximo trimestre aponta para condições de chuva acima da média, com possibilidade de cheias, enquanto o centro-norte do país deve apresentar condições mais secas e maior risco de fogo.
As temperaturas também devem permanecer acima da média em grande parte do território nacional.
Para o trimestre outubro-novembro-dezembro, a previsão indica chuvas acima da média no Sul, em parte do Sudeste e no leste do Nordeste. O risco de cheias continua no Sul, mas deve diminuir até dezembro.
Com informações da ContilNet







