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Desmatamento no estado do Acre aumenta 50% enquanto Amazônia registra queda geral de 38%

Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) mostram uma realidade contrastante na Amazônia.
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Desmatamento
Acre reduz desmatamento e supera meta em 43%/ Foto: Uêslei Araújo/Sete

O Acre apresenta um cenário preocupante no combate ao desmatamento, em total contraste com a tendência de queda observada no restante da Amazônia. Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) revelam que, entre agosto de 2025 e janeiro de 2026, a degradação florestal no estado aumentou 50%, somando 108 km² de área degradada. O número vai na contramão dos números gerais da Amazônia Legal, que, no mesmo período, apresentou uma redução de 38% no desmatamento.

Contraste regional

Em janeiro de 2026, a área desmatada na Amazônia foi de 83 km², uma queda significativa em relação aos 113 km² do mês anterior. O resultado positivo na maior parte da região, no entanto, não se repetiu no Acre, que se destaca negativamente. A pesquisadora do Imazon, Larissa Amorim, aponta possíveis causas para a alta local. “O aumento da degradação no Acre pode estar relacionado a atividades de exploração madeireira e incêndios localizados. Apesar da queda expressiva no desmatamento da região, é essencial reforçar a fiscalização e políticas de prevenção”, afirmou.

Ranking e desafios

No acumulado de seis meses, o desmatamento na Amazônia chegou a 1.195 km², uma redução de 41% em relação ao período anterior. Embora o Acre não lidere o ranking (Pará, Amazonas e Roraima concentram 64% do total), o estado aparece entre os três com maior área derrubada, evidenciando que as políticas de preservação locais precisam ser urgentemente reforçadas para evitar que a pressão sobre a floresta se intensifique ainda mais e comprometa o equilíbrio ambiental da região.

Fonte: ContilNet Notícias

Redigido por Acre Atual

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